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Provocador, multicampeão e 'apostador': quem é novo técnico do Corinthians

Ramón Díaz é ídolo no River e coleciona história curiosa com Maurício Macri - Wagner Meier/Getty Images
Ramón Díaz é ídolo no River e coleciona história curiosa com Maurício Macri Imagem: Wagner Meier/Getty Images
do UOL

Do UOL, em São Paulo

10/07/2024 14h52

Novo técnico do Corinthians, Ramón Díaz, de 64 anos, é muito mais do que apenas um ex-jogador de futebol que virou técnico.

Ele provoca, aposta... e ganha

O argentino jogou profissionalmente entre o fim dos anos 70 e início da década de 90. Ex-atacante, começou no River Plate, passou por equipes europeias e atuou na Copa do Mundo de 1982 antes de pendurar as chuteiras.

Ramón Díaz em ação pela Argentina na Copa do Mundo de 1982 - Peter Robinson - PA Images via Getty Images - Peter Robinson - PA Images via Getty Images
Ramón Díaz em ação pela Argentina na Copa do Mundo de 1982
Imagem: Peter Robinson - PA Images via Getty Images

Foi no seu primeiro clube, no entanto, onde conseguiu status de ídolo já como treinador. Ramón iniciou sua trajetória à beira do gramado justamente no River e empilhou títulos: em 1996, faturou a Libertadores e o Campeonato Argentino (fase de Apertura). Já nos anos seguintes, foram novas conquistas nacionais.

Naquele período, ganhou fama de apostador ao se envolver em embates com o amigo e ex-presidente da Argentina Maurício Macri, que na época dirigia o Boca Juniors. Em um dos "duelos", um carro de luxo foi colocado em jogo: o time do ex-atacante ganhou o clássico, e o veículo acabou sorteado para o meia Victor Zapata.

Ramón não só apostava contra o Boca: ele provocava, frequentemente, o principal rival do River. O argentino, por exemplo, tapava o nariz ao pisar na Bombonera — uma referência ao apelido pejorativo de "bostero" dado ao clube por torcedores.

Ramón Díaz, então técnico do River Plate, durante jogo contra o Boca Juniors na Bombonera - Gabriel Rossi/LatinContent via Getty Images - Gabriel Rossi/LatinContent via Getty Images
Ramón Díaz, então técnico do River Plate, durante jogo contra o Boca Juniors na Bombonera
Imagem: Gabriel Rossi/LatinContent via Getty Images

A relação com a Argentina deu uma rápida pausa em 2004, quando ele foi treinar o Oxford United, da Inglaterra. A passagem durou pouco, e o comandante voltou ao seu país, desta vez para trabalhar em times como o San Lorenzo e o Independiente — com direito a uma rápida passagem pelo futebol mexicano.

Ramón voltou ao River em 2013, mas a trajetória foi interrompida com o convite da seleção do Paraguai. Ele dirigiu o país até a Copa América de 2016, mas a eliminação precoce culminou em pedido de demissão.

Nos últimos anos, o argentino rodou por diferentes clubes, mas foi na Arábia Saudita onde reconquistou idolatria. O técnico faturou três ligas nacionais pelo Al-Hilal em suas duas passagens (2016-2018 e 2021-2023) pela equipe.

O último time de Ramón foi o Vasco, sua "estreia" no Brasil: em meio a diferentes bordões, como o famoso "No va a bajar" ("Não vai cair", em espanhol), ele conseguiu livrar os cariocas do rebaixamento no ano passado e saiu, de maneira controversa, em abril. Seu filho, Emiliano, o acompanha nos últimos trabalhos como auxiliar.

No va a bajar?

A missão no Corinthians tem certa semelhança com o que enfrentou em 2023: Ramón chega em um clube que está na zona de rebaixamento e que vê, ao menos por enquanto, a permanência na elite nacional como objetivo imediato.

Ele terá tempo para trabalhar e deve estrear só na outra terça (16), contra o Criciúma, pela 17ª rodada do Brasileirão. O jogo ocorre na Neo Química Arena.

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