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Tite vê Brasileiro desequilibrado e exalta 'sacrifícios' de atletas do Fla

do UOL

Do UOL, em São Paulo

13/06/2024 23h51

O técnico Tite adotou dois tons na entrevista coletiva após a vitória do Flamengo sobre o Grêmio na noite desta quinta-feira (13), pelo Brasileirão. Ele criticou o calendário em meio à disputa da Copa América somada ao adiamento de rodadas pela tragédia do Rio Grande do Sul, mas exaltou jogadores que se 'sacrificaram' em campo.

O que aconteceu

Tite pediu que haja 'racionalização' quanto ao calendário. Para ele, a CBF e os clubes precisam 'pensar menos no dinheiro' e mais no 'espetáculo'.

O técnico também revelou uma conversa com Róger Machado, treinador do Juventude. Ele citou parte de uma frase que disse ao companheiro de profissão sobre o campeonato estar 'desequilibrado' por tudo que tem acontecido.

O treinador, por outro lado, elogiou e agradeceu Léo Ortiz e Léo Pereira. O camisa 3 atuou improvisado como volante, enquanto o companheiro jogou na lateral pelo lado esquerdo por causa dos diversos desfalques da equipe.

O que ele disse?

Como organizar o calendário. "Racionalizar o calendário, deixar o dinheiro de lado e preservar a saúde e qualidade do espetáculo".

Campeonato desequilibrado. "Falei com o Róger Machado, o campeonato já está desequilibrado o suficiente, temos que tentar diminuir essa diferença. Ele fica desequilibrado pelo o que aconteceu, é só quem vive isso, não temos condições de falar e dimensionar aqui. Só quem perde um ente querido pode, é uma coisa muito além do futebol".

Elogios a Léo Pereira e Léo Ortiz. "Obrigado Léo Pereira e Léo Ortiz. O Ortiz fez a base como primeiro meio-campista. O Pereira não é a função dele específica [lateral], trazer como construtor. Se não têm um bom desempenho, fica uma situação exposta. Se mostraram prestativos e prontos. Fui falar com o Pereira voltando de lesão, ele não deixou nem eu terminar de falar e disse que podia contar com ele. Quando falei com o Ortiz, ele falou que jogou na base... Tomou uma dura minha [no jogo], fiquei p da vida com ele. Se está com cãibra, não infiltra mais, mas continuou indo para o ataque no jogo".

Objetivo do Flamengo no Brasileiro. "O mesmo objetivo. Eu falei com os atletas: os dois títulos que tenho do torneio têm uma certeza, que é a de que grupo é fundamental. Segundo: tem de estar no G4 nas últimas rodadas. Na reta final é que se decide tudo. Queremos continuar [na liderança], é nosso objetivo sim, mas o G4 é que define".

Relação com Neymar. "A relação foi sempre respeitosa com ele, de lealdade, falando tudo que tinha de certo e errado um para o outro. Ele foi sempre receptivo aos atletas e, principalmente, aos jovens na seleção porque ele tem esse perfil".

Grupo forte. "Pedi ao presidente se eu podia ser pretensioso. Ele disse que sim, aí perguntei se ele sabia porque tínhamos vencido e ele respondeu equipe. Respondeu o que ficou representado. O Flamengo não são 11, é um grupo de trabalho: grupo, torcida, comissão técnica e atletas. Isso vence. Não só o Luiz, mas todos que entraram em um jogo que tivemos cinco na seleção, três machucados, dois machucados no primeiro tempo... Se não tem equipe, se não tem grupo de trabalho, não chega".

Apoio da torcida e como potencializar jovens. "Na medida em que o atleta tem a oportunidade. Não é só de quem entra, mas de quem permanece de jogar bem, senão fica uma muleta. Tem que produzir quem está produzindo bem e quem entra também, aí se forma o que falamos de grupo forte. Lidar com tanta gente assim e manter coordenação de movimentos é muito difícil. Fica o meu agradecimento ao torcedor que entendeu isso e apoiou depois dos primeiros 10 minutos porque entendeu a dificuldade do enfrentamento. Quanto mais apoio os garotos da base têm, quanto mais eles sentirem, melhor eles vão produzir, mais possibilidade de desempenho e vitórias vão ter. A relação é essa. Esse carinho que o torcedor passou, especialmente ao Wesley, obrigado. Vocês estão respeitando a história e o manto do Flamengo".

Lorran. "Não seguro ninguém. Se tivesse a chance de colocar mais, colocaria. Queria colocar até 12 em campo, ele, o Arrascaeta... Se remetam quando vocês tinham 17 anos, eu estreei no Caxias, é uma tensão quando bota a camisa. Imagina nós com 17, vamos encontrar a resposta".

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