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Seleção de vôlei: Gabi fala sobre recuperação, livros e o cachorrinho Nadal

do UOL

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

14/05/2024 04h00

Capitã da seleção feminina de vôlei, Gabi está recuperada e à disposição do técnico José Roberto Guimarães para a Liga das Nações. Da leitura para aliviar a tensão ao apoio do cachorrinho Nadal, a ponteira é um dos principais nomes do time nacional, que começa a caminhada no torneio nesta terça (14), contra o Canadá.

Recuperada

Gabi tinha um incômodo no tendão patelar do joelho. Ela ressalta que o período com as limitações ficou para trás e ela se mostra ansiosa para estar em quadra com a equipe.

A atleta do Vakifbank Istanbul, da Turquia, explicou um pouco como foi esse período de recuperação. O tratamento contou com uma passagem em uma clínica em Sevilha, na Espanha, antes de desembarcar no Brasil.

Estou 100% recuperada. Tive sorte e azar. Azar porque minha temporada acabou um pouco antes, com a nossa saída na competição de clubes, mas a sorte é que tive um tempo de preparação maior. Consegui fazer um tratamento na Espanha, cheguei aqui e a comissão técnica da seleção, que estava acompanhando, já sabia da minha situação Gabi

"Estava um pouco sobrecarregada ao final da temporada, então cheguei aqui sabendo todo o protocolo que era necessário e consegui me preparar. Já vou conseguir participar da Ligas das Nações eu estou à disposição do Zé", completou.

A Gabi capitã

Gabi é a atual capitã da seleção feminina. Ela assumiu o posto em junho de 2022, substituindo Natália, que teve a braçadeira no último ciclo olímpico e se aposentou da seleção.

A ponteira tem 29 anos e tem convocações desde as categorias de base. Ela esteve na campanha em Tóquio, quando o Brasil levou a prata.

"Acho que é uma liderança natural, que passa muito pelo exemplo. Foi isso que eu aprendi das grandes referências que tive na minha vida com líderes como Fofão, Natália, Fabiana... Não só jogadoras que atuaram como capitãs, mas que exerciam uma grande liderança dentro de quadra, uma Fabizinha, Thaisa, Fabiana, Sheilla. Tive a oportunidade de participar dessa geração vencedora, de 2012 a 2016, e um pouquinho de 2020 até 2021. Tentei aprender muito, e é isso que eu tento passar para as meninas. É uma liderança pelo exemplo primeiramente, dar o meu melhor e ajudá-las no que eu puder para que possam performar o seu melhor", aponta.

Dicas de leitura

Gabi costuma dar dicas de leituras nas redes sociais. Ela posta livros e faz alguns comentários sobre as obras.

A atleta revela que tira um tempo diário para ler. A ponteira aponta que os livros a ajudam a aliviar a tensão em meio às cobranças do esporte de alto rendimento.

Gabi cita Ryan Holiday como um dos autores preferidos. O norte-americano cita questões dos filósofos estoicos, psicologia comportamental e neurociência, e já teve obras lidas por astros da NFL e NBA, por exemplo.

Em papo com o UOL, a ponteira apontou ainda "A Biblioteca da Meia-noite". De acordo com descrição do site da Amazon, é "um romance incrível que fala dos infinitos rumos que a vida pode tomar e da busca incessante pelo rumo certo"

Eu tenho um hábito de leitura muito forte. Praticamente todos os dias, pelo menos 10 minutinhos. Eu gosto muito do Ryan Holiday, que tem vários livros que são sensacionais. Eu gosto também de alguns romances. Um livro que eu gostei muito, é a Biblioteca da Meia-Noite. Agora, estou com um livro que é bem denso, que é o 'Antifrágil'.

Até lá [Olimpíadas], acho que ainda vou ter um tempinho pra levar algumas outras opções de livro, ainda não sei qual. Mas é bem provável que eu leve algum romance para intercalar. Os Jogos Olímpicos são um momento de muita pressão. Então, desconectar um pouco do alto rendimento também é importante.

O cachorrinho Nadal

Gabi tem um cachorrinho chamado Nadal. O animal é da raça jack russell e foi um presente do irmão da atleta.

A ponteira batizou o animal de estimação de Nadal. A inspiração para o nome foi o tenista espanhol Rafael Nadal, que já foi o número 1 do mundo.

Sou muito fã de tênis. Na verdade, a minha ideia era... Sou muito fã do Roger Federer. Aí eu pensei em colocar Federer, mas Federer não ia dar, né? Ficar "Federer, Federer, Federer" não combinava muito. Mas também sou muito fã do Nadal e quando ganhei, ele era filhotinho. Achei que tinha cara de Nadal. Minha família toda topou, porque eles também gostam muito de tênis.

"Eu brinco que, agora, em Paris, o Nadal vai ser campeão. Ele não foi em 2016, ainda não foi em Tóquio, mas vai em 2024 vai ser campeão".

A família de Gabi tem uma boa relação com o tênis. Os pais e irmãos praticam a modalidade, e ela mesmo jogou até os 15 anos, quando pulou o muro para o vôlei.

"Minha grandes inspirações e ídolos no esporte, tenho muitos no vôlei, mas também no tênis. Desde nova acompanhava o Guga, e depois Federer e Nadal".

Relação com Zé Roberto

Gabi atua pelo Vakifbank Istanbul, da Turquia. Ela defende o clube desde a temporada 2019/2020.

O técnico José Roberto Guimarães também está no vôlei turco. Desde maio do ano passado ele está no THY, após deixar o comando do Barueri.

"Foi muito legal ter o Zé um pouco mais perto. Conseguimos nos encontrar em vários momentos, falamos do cenário, de como as jogadoras estavam, principalmente as tops que estão jogando lá fora, mas também trocamos ideias. Sem dúvida alguma, tivemos um estreitamento muito grande. Sempre me dei muito bem com o Zé, e ele sempre foi um mentor muito grande na minha vida, na minha carreira. Facilitou muito essa proximidade".

Foi muito importante pra mim ter ele perto, até por esse momento que eu estou vivendo agora como capitã da seleção brasileira também. Tivemos uma troca. Foi um ano muito importante e estamos sentindo reflexo aqui dentro de quadra.

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