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Fernando Meligeni vê mudança no panorama do tênis e enaltece brasileiros: "Temos grandes jogadores"

03/04/2024 07h00

Nesta terça-feira Juan Martín del Potro, Alexandre Pato e Fernando Meligeni marcaram presença no lançamento do Roland Garros Junior Series. O evento contou com diversos desafios que misturaram tênis e futebol, e ainda colocou os jovens que disputarão o torneio para dividir quadra com os mais experientes.

O Roland Garros Junior Series terá início nesta quarta-feira e vai até este domingo (07). O torneio será realizado na Sociedade Harmonia de Tênis, clube localizado no bairro do Jardins, também na Capital paulista, e dará vagas para a chave principal da categoria juvenil de Roland Garros.

Em conversa com os jornalistas na zona mista, Fernando Meligeni destacou a importância da competição na carreira dos jovens tenistas. Luis Augusto Miguel e Isabeli Andreola, dois dos atletas que participaram das ativações durante o evento, são exemplos.

"Eu lembro como se fosse hoje a primeira vez que me classifiquei para Roland Garros. Eu classifiquei por ranking, mas lembro do ano, do adversário, da sensação. Todo mundo quer jogar (o torneio). Quando temos a idade deles, não sabemos se vamos conseguir jogar profissionalmente. O Roland Garros Juniors é o primeiro passo de amanhã, com 50 anos, você falar: 'Ah, eu joguei Roland Garros', mesmo juvenil. Essa experiência é única. Dar essa oportunidade para eles é muito legal", afirmou.

O ex-jogador também comentou sobre o cenário atual do tênis brasileiro. Meligeni enalteceu a safra atual de jogadores e falou sobre o nível altíssimo de cobrança estabelecido. Além disso, também viu uma mudança fundamental com relação à visão do mundo do esporte.

"O Brasil sempre teve bons jogadores e temos que cuidar muito deles. A transição é um momento muito complicado para eles. Você vê aqueles que conseguem cortar, como é o caso da Bia (Haddad) e da Laura (Pigossi), uma porque é absurdamente boa e a outra por uma persistência absurda. Temos uma tendência a falar mal do tênis brasileiro, mas temos grandes jogadores. Há quantos anos o (Thiago) Monteiro estava entre os 100 melhores do mundo? Temos o Thiago Wild jogando super bem agora. Lógico que nos acostumamos mal quando temos um Guga na nossa prateleira e acabamos levantando muito a régua. Perdemos um pouco da referência, o que é um perigo", apontou.

O ex-tenista completou: "Mas acredito muito no nosso sistema agora, começamos a olhar o tênis nos últimos anos de uma maneira diferente. O tênis era um esporte baseado em escândalos, problemas, brigas e complicações. Há muitos anos, porém, estamos mais amenos, tranquilos, com marcas importantes ajudando. Isso faz com o que esporte melhore um pouco e cada vez mais tenhamos resultados".

Por fim, Meligeni ainda valorizou o trabalho que tem sido feito para lapidar a nova geração de atletas do tênis nacional.

"Temos que trabalhar bem (esses jovens). A vida é feita de processo e trabalho. O processo é aguentar o máximo de tempo possível fazendo a coisa bem feita, e uma hora a porta se abre. Não adianta querer ter grandes juvenis se não estamos fazendo um bom trabalho. Estamos fazendo isso e daqui uns anos vamos perceber como foi legal", concluiu o ex-jogador.

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