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Agente do FBI é demitido por não investigar Nassar corretamente

15/09/2021 14h48

NOVA YORK, 15 SET (ANSA) - Michael Langeman, um agente do FBI, foi demitido sob a acusação de não ter investigado adequadamente o ex-médico da seleção norte-americana de ginástica Larry Nassar, condenado a 125 anos de prisão por ter abusado sexualmente de centenas de garotas.   


A decisão foi tomada após um relatório do inspetor geral do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Michael Horowitz, que criticou Langeman e seu chefe, Jay Abbott, por conduzirem mal o caso.   


No relatório de julho, Horowitz afirmou que várias violações do protocolo levaram a meses de atraso e que, enquanto a investigação estava paralisada, Nassar abusou de dezenas de mulheres.   


"Os funcionários do FBI não responderam às acusações com a seriedade e urgência que mereciam e alegaram. Numerosos erros foram cometidos e várias regras foram violadas", diz o relatório.   


As ginastas Simone Biles, McKayla Maroney, Maggie Nichols e Aly Raisman questionaram o FBI perante a Comissão de Justiça do Senado norte-americano pela suposta negligência na investigação.   


"Eles permitiram que um molestador de crianças ficasse em liberdade por mais de um ano e essa inação permitiu que Nassar continuasse com seus abusos. De que adianta denunciar abusos se os agentes do FBI enterram esse relatório em uma fita cassete?", disse Maroney no Senado.   


Biles, por sua vez, comentou que "realmente parece que o FBI fechou os olhos diante de nós".   


A Federação de Ginástica dos Estados Unidos (USAG) propôs recentemente um acordo judicial de US$ 425 milhões para colocar um fim nas ações judiciais movidas pelas vítimas do ex-médico.   


Nassar foi chefe do departamento médico da USAG entre 1994 e 2016, período que ocorreram os abusos. (ANSA).   


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