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Por que a Itália é a maior potência da esgrima nas Olimpíadas?

04/05/2021 12h41

SÃO PAULO, 4 MAI (ANSA) - Por Renan Tanandone - Uma das maiores potências olímpicas na história, a Itália deve mais de 20% de suas medalhas a um único esporte: a esgrima.   


Dos 577 pódios alcançados pelos "azzurri" em Jogos Olímpicos, 125 foram conquistados graças ao talento do país no sabre, no florete e na espada, sendo 49 ouros, 43 pratas e 33 bronzes.   


Nenhum país supera a Itália no quadro de medalhas olímpico da esgrima, esporte que faz parte da versão moderna dos Jogos desde seu nascimento, em 1896.   


O país que mais se aproxima é a vizinha França, com 118 medalhas (42 de ouro, 41 de prata e 35 de bronze), seguida pela Hungria (87 pódios), pela extinta União Soviética (49) e por sua sucessora, a Rússia (26).   


A Itália também é destaque entre os atletas, já que Edoardo Mangiarotti (1919-2012) é o maior medalhista da modalidade nas Olimpíadas, com 13, incluindo seis de ouro. Ele é acompanhado de perto pelo húngaro Aladár Gerevich (10) e pelos também italianos Valentina Vezzali (9), Giulio Gaudini (9) e Giovanna Trillini (8).   


Em 2016, no Rio de Janeiro, a Itália deixou o Brasil com 28 medalhas, sendo quatro na esgrima: um ouro (Daniele Garozzo) e três pratas (Rossella Fiamingo, Elisa Di Francisca e espada por equipes no masculino).   


"A esgrima na Itália é uma tradição. Temos diversas sociedades especializadas em armas individuais e que produzem grandes campeões geração após geração. O bom é que a esgrima está presente em todo o território, é difícil encontrar uma cidade italiana onde não haja pelo menos um clube de esgrima", diz à ANSA o esgrimista italiano Paolo Pizzo, medalhista de prata no Rio de Janeiro em 2016.   


Já Arianna Errigo, campeã olímpica no florete por equipes e prata no florete individual em Londres 2012, acredita que o segredo da Itália está na qualidade de seus mestres.   


"Tivemos mestres revolucionários, que permitiram aos atletas italianos uma vantagem que carregamos conosco por todos esses anos", afirma.   


Alfredo Rota, ouro na espada por equipes em Sydney 2000 e bronze na mesma modalidade em Pequim 2008, coincide com Errigo ao creditar aos mestres o histórico vitorioso da Itália na esgrima, porém também destaca a disciplina dos atletas desde cedo.   


"Na Itália, a esgrima é o esporte que mais conquistou medalhas olímpicas, isso é um milagre tendo em vista o número de praticantes. Temos mestres muito bons e uma federação que funciona muito bem. Desde pequenas, as crianças são levadas a um nível muito alto de disciplina e competitividade", explica.   


Jogos de Tóquio Entre os 32 países que já garantiram vaga na esgrima das Olimpíadas, a Itália é uma das nações que competirá em todos os eventos coletivos e individuais, ao lado dos Estados Unidos e da Rússia.   


Na espada masculina, um dos grandes nomes da Itália será Andrea Santarelli, que ocupa a quinta colocação do ranking mundial. Já no feminino, a esperança de medalha da Azzurra é Mara Navarria, sexta melhor do mundo na atualidade.   


A Itália ainda tem o primeiro colocado do ranking mundial no florete masculino, Alessio Foconi, um dos grandes atletas da esgrima do país. No feminino, Elisa Di Francesca é a segunda melhor do mundo, enquanto Alice Volpi e Arianna Errigo estão em quarto e sexto lugares, respectivamente.   


Por fim, Luca Curatoli será o principal destaque da Itália no sabre. O esgrimista ocupa a terceira colocação do ranking mundial na categoria. Nos eventos por equipes, a Azzurra só não está entre as três melhores na espada feminina, na qual é sexta colocada. (ANSA).   


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