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Botafogo muda perfil de técnico e vê Autuori como perfeito para desafio

Técnico Paulo Autuori conversa com seus jogadores pela primeira vez na sala de imprensa do Botafogo - Vitor Silva/BFR
Técnico Paulo Autuori conversa com seus jogadores pela primeira vez na sala de imprensa do Botafogo Imagem: Vitor Silva/BFR
do UOL

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

14/02/2020 04h00

Desde a aposta em Jair Ventura, o Botafogo sistematicamente apostou em jovens e estudiosos treinadores para driblar a falta de dinheiro. Em algumas oportunidades essa decisão se mostrou acertada, em outras nem tantos. O fato é que as seguidas escolhas causaram uma necessidade de mudança.

O nome de Bruno Lazaroni foi até debatido pelo comitê de futebol, mas havia o sentimento que o Botafogo precisava de alguém com uma casca maior, que pudesse matar no peito os problemas, que não são nem serão poucos na temporada. Além disso, a diretoria buscava alguém que tivesse identificação pelo clube.

Nesse cenário, dois nomes ganharam força. Paulo Autuori e Cuca. O primeiro era o preferido da diretoria, enquanto a torcida queria o retorno do segundo. Nesse ponto há uma controvérsia.

Enquanto parte da diretoria diz que Cuca jamais foi procurado, outra ala diz que o treinador demonstrou estar indisponível, o que irritou algumas pessoas. O inverso ocorreu com Paulo Autuori. O profissional, que havia dito em 2006, ao deixar o Athletico-PR que jamais treinaria um time brasileiro, quebrou a promessa e se explicou.

"Abri mão daquilo que defini para a minha carreira no Brasil porque é o Botafogo e tenho que dar uma reciprocidade para o clube que tudo me proporcionou. Tudo o que eu sou no Brasil é devido à instituição, ao Botafogo. Contribuir para que possamos passar por algumas mudanças e transformações e dar meu contributo junto com o Espinosa", disse na coletiva de apresentação.

Essa postura era justamente o que o Alvinegro buscava. Alguém com credenciais, identificado com o Botafogo e ciente dos problemas que o clube tem fora de campo. O treinador assinou contrato sem fim de vínculo determinado, com valor dentro do teto de cerca de R$ 200 mil.

"Há um orgulho muito grande de poder estar aqui. Meu objetivo é contribuir nesse momento para que o clube possa ganhar tranquilidade em relação ao seu núcleo de futebol. Esse é o principal motivo do início desse trabalho. O que posso trazer é aquilo que sempre fui ao longo da minha trajetória profissional e pessoal", afirmou Autuori.

Paulo Autuori inicialmente teria um bom tempo pela frente por conta da eliminação da Taça Guanabara. Porém, a CBF deve marcar a partida contra o Náutico, válida pela segunda fase da Copa do Brasil, para a próxima quarta-feira (19), o que mudaria os planos do Botafogo.

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