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Após ano perdido, McGregor encara Cerrone de olho em nova revolução no esporte

Ag. Fight

18/01/2020 06h00

Após ser derrotado por Khabib Nurmagomedov em outubro de 2018, Conor McGregor viveu um verdadeiro inferno astral em sua vida pessoal. Durante grande parte do ano de 2019, o ex-campeão peso-pena (66 kg) e peso-leve (70 kg) do Ultimate viu seu nome ser mais envolvido em notícias sobre incidentes desagradáveis e problemas com a lei do que no âmbito esportivo. Porém, neste sábado (18), o lutador irlandês terá a oportunidade de deixar tudo isso para trás e reviver seus grandes momentos no MMA, ao enfrentar Donald 'Cowboy' Cerrone na luta principal do UFC 246, em Las Vegas (EUA).

Pela briga generalizada após o confronto contra Khabib, causada pela intensa rivalidade cultivada entre os lutadores e suas equipes, Conor recebeu seis meses de suspensão retroativa, aplicada pela Comissão Atlética do Estado de Nevada. Inapto a competir durante os primeiros meses de 2019, o irlandês se envolveu em um incidente com um fã na Flórida no mês de março, que lhe rendeu algumas horas na cadeia até ser solto mediante ao pagamento de fiança, e agrediu um senhor de idade em um pub no seu país natal em abril, caso que foi resolvido apenas em novembro. Além disso, duas acusações separadas de abuso sexual contra ele, supostamente ocorridas na Irlanda, foram divulgadas pelo jornal 'The New York Times'.

Aparentemente disposto a recuperar sua carreira e deixar para trás, pelo menos no que se relaciona à sua vida pessoal, a imagem de 'bad boy', McGregor tem medido suas palavras na mídia e atividades nas redes sociais. Principal protagonista do UFC no que diz respeito ao lado financeiro, o retorno do ex-campeão à ativa é uma grande aposta da organização para movimentar ainda mais as divisões dos leves e dos meio-médios (77 kg), pela qual o combate contra Cerrone será válido, além de aumentar seu faturamento.

Caso vença seu compromisso deste sábado, o ex-campeão pode ter diversas opções na mesa para escolher seu próximo adversário. Além da revanche contra Khabib, já indicada como uma possibilidade por Dana White, McGregor poderia pleitear uma disputa contra Kamaru Usman, atual campeão da categoria até 77 kg, visando a conquista de seu terceiro título em três divisões diferentes pelo Ultimate. Ou até mesmo um duelo contra Jorge Masvidal, que viu sua popularidade crescer em 2019, após conseguir três expressivos triunfos, sobre Darren Till, Ben Askren e Nate Diaz, este último que lhe rendeu o cinturão 'BMF' (lutador 'mais durão').

Como grande certeza mesmo, está o fato de que o irlandês mira mais uma revolução no esporte. Seja com um terceiro cinturão do UFC, uma nova superluta de boxe ou recordes de vendas e de audiência, 'The Notorious' agora luta não apenas para se tornar um 'imortal' no esporte, mas também para fazer com que via pessoal não atrapalhe seus feitos nas artes marciais.

Coadjuvantes de luxo

'Cowboy' Cerrone recebe com este combate um prêmio por seus serviços prestados ao Ultimate. Um verdadeiro operário do esporte, o americano detém diversos recordes na organização, dentre eles o de maior número de lutas realizadas no octógono mais famoso do planeta, com 33 pelejas. Vindo de duas derrotas consecutivas, para Tony Ferguson e Justin Gaethje, respectivamente, o veterano busca surpreender o mundo e estragar os planos de McGregor e do UFC.

No co-main event do UFC 246, Holly Holm - ex-campeã peso-galo (61 kg) do Ultimate - busca retomar o caminho das vitórias contra Raquel Pennington. A veterana, de 38 anos, tenta evitar também uma aposentadoria forçada por parte da organização. Após sua última luta, na qual foi nocauteada por Amanda Nunes, em julho de 2019, a americana viu Dana White, presidente da liga, sugerir que ela pendurasse as luvas. Já Pennington - atual quinta colocada no ranking até 61 kg - busca seu segundo triunfo seguido, já que vem de resultado positivo sobre Irene Aldana.

O card principal do evento conta ainda com a presença de um brasileiro. O peso-leve Diego Ferreira, que vem de cinco triunfos consecutivos, mede forças contra o ex-campeão da divisão Anthony Pettis. Claudia Gadelha inicialmente estava escalada para o evento, em luta contra Alexa Grasso. Porém, sua adversária ficou 2,5 kg acima do limite tolerado pela categoria e 1,3 kg de diferença permitida pela Comissão, por isso essa disputa foi cancelada.

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