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Santos comemora fim de metodologia "sparring" de Sampaoli

Jorge Sampaoli comanda treino do Santos no CT Rei Pelé - Ivan Storti/Santos FC
Jorge Sampaoli comanda treino do Santos no CT Rei Pelé Imagem: Ivan Storti/Santos FC
do UOL

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

15/01/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Jorge Sampaoli implantou metodologia "sparring" no clube, utilizando jovens jogadores no treino do profissional
  • Sem o argentino no comando da equipe, o Peixe extinguiu o método
  • O Santos não gostava do conceito e não via grandes benefícios para os jovens; somente três foram utilizados no ano
  • A presença dos Meninos da Vila nos treinos do profissional acabava atrapalhando as equipes de base
  • Um membro da cúpula santista que não está mais no clube via parte dos treinos com os jovens como "ensinar a errar"

Se o Santos era só elogios para as ideias de jogo e o desempenho da equipe do ex-técnico Jorge Sampaoli, uma outra metodologia do argentino incomodava o clube: os sparrings, jogadores da base utilizados no treino do profissional. A diretoria santista não via muitos ganhos para os jovens, ao mesmo tempo que o modelo atrapalhava os treinos das categorias em si.

Assim, é claro, o Peixe não irá manter o método sparrings após a saída do argentino. A partir de agora, somente atletas que de fato interessarem para a comissão técnica do português Jesualdo Ferreira subirão ao profissional para treinos, o restante seguirá a programação normal de sua categoria.

A intenção é melhorar o processo principalmente para os jovens. Os sparrings de Sampaoli perdiam treinos importantes antes de jogos de suas categorias, o que atrapalhava o desempenho do time nos torneios de base. Enquanto isso, no profissional, os jovens eram utilizados apenas para "mostrar o treino" ou ocupar espaços.

Antes dos profissionais, os sparrings faziam a atividade e, quando os atletas chegavam ao campo, eles mostravam como precisava ser feito. Então, saíam do gramado ou ocupavam os espaços de marcação que o treino exigia.

O treinador argentino costumava dar a mesma atividade para titulares e reservas, utilizando os dois campos do CT Rei Pelé. Por isso, os reservas não eram utilizados na marcação, mas faziam o mesmo treino contra outros sparrings.

Um diretor que já não está mais no Peixe acreditava que o técnico argentino ensinava os jovens a "errar": nas atividades, os titulares precisavam aproveitar eventuais erros do adversário, emulado nos sparrings.

Apesar do grande número de observações feitas por Sampaoli por meio dos sparrings, o argentino promoveu a estreia profissional de apenas três Meninos da Vila: o zagueiro Wagner Leonardo, o volante Sandry e o atacante Tailson. Desses, só o atacante foi de fato regularmente utilizado.

Com a criação da equipe sub-23, o Santos pretende dar rodagem para jogadores que de fato tenham potencial para subirem ao profissional, fazendo da equipe um laboratório sob olhares atentos da comissão técnica de Jesualdo Ferreira.

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