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Ranking dos 20 times de futebol mais ricos do mundo se concentra na Europa

Da BBC

14/01/2020 12h34

Lista de 30 clubes lançada anualmente pela consultoria Deloitte tem 11 times ingleses, cinco italianos, quatro espanhóis, quatro alemães, dois franceses, dois portugueses, um holandês e um russo; e nenhum brasileiro.

O ranking dos 20 times de futebol mais ricos do mundo na última temporada (a de 2018 -2019, que, no hemisfério Norte, terminou em meados do ano passado) se concentrou em apenas cinco ligas europeias, com um aumento do abismo entre as maiores equipes e os outros times.

O Barcelona chegou ao topo pela primeira vez, com receita equivalente a quase R$ 4 bilhões. O líder anterior, o também espanhol Real Madrid, caiu para segundo lugar, com cerca de R$ 3,6 bilhões, seguido do inglês Manchester United, com R$ 3,4 bilhões.

Segundo a 23ª edição do Football Money League (Liga do Dinheiro do Futebol, em tradução livre), que analisa o desempenho financeiro dos clubes, foi a maior diferença já registrada entre os dois primeiros colocados no ranking.

A lista, lançada anualmente pela consultoria Deloitte, dá detalhes sobre o desempenho dos Top 20, mas avalia ao todo 30 times. Estes incluem 11 ingleses, cinco italianos, quatro espanhóis, quatro alemães, dois franceses, dois portugueses, um holandês e um russo. E nenhum brasileiro.

O Brasil só chegou perto uma vez, em 2014, quando o Corinthians ficou em 24º, com receita de 113,3 milhões de euros.

Historicamente, a Deloitte atribui o abismo entre clubes brasileiros e europeus às diferenças no faturamento com direitos de transmissão negociados ao redor do mundo.

Esse abismo poderia ser menor se o levantamento considerasse o faturamento obtido com venda de jogadores ao exterior — que tradicionalmente engorda consideravelmente a receita de clubes brasileiros.

O estudo da consultoria só analisa receita com direitos de transmissão, vendas de ingresso e negócios como venda de camisas e licenciamento de marca.

De acordo com reportagem do Globo Esporte, o Flamengo previa fechar 2019 com faturamento de R$ 857 milhões, sendo quase R$ 300 milhões da venda de atletas e valor equivalente em direitos de transmissão de TV e prêmios.

O levantamento da consultoria aponta que os dois times brasileiros que mais faturaram foram Palmeiras e Flamengo (109,9 milhões e 108,7 milhões de euros, respectivamente — e o último do top 30 teve 174,5 milhões de euros.

Segundo a 23ª edição do Football Money League (Liga do Dinheiro do Futebol, em tradução livre), que analisa o desempenho financeiro dos clubes, foi a maior diferença já registrada entre os dois primeiros colocados no ranking.

Maior concentração de recursos

A concentração de faturamento nos clubes no topo do ranking é expressiva: os cinco primeiros colocados têm, juntos, faturamento de quase R$ 16,6 bilhões. O valor equivale à soma do que faturaram os 16 times que ocupam do 15º ao 30º lugar do ranking.

Há dois anos, a receita dos cinco primeiros somada tinha o mesmo patamar dos 11 últimos clubes do top 30.

Segundo o estudo, a disparidade financeira entre os times criam quase que miniligas separadas — a do topo envolve Barcelona, Real Madrid e Manchester United e a outra reúne Bayern Munich, Paris Saint-Germain, Manchester City e Liverpool.

"A consequência aqui é que para qualquer clube ultrapassar esse abismo de uma miniliga para outra demanda uma mudança significativa nas operações e/ou no desempenho do clube".

Em um ano, os 20 primeiros clubes do ranking ampliaram seus ganhos com direitos de transmissão (16%), receita comercial (9%) e ingressos (4%).

Os mais bem colocados se mostram menos dependentes do dinheiro da TV. Quase metade do faturamento dos cinco primeiros vem do segmento comercial, e entre os 16º a 20º colocados, a fatia dos direitos de transmissão passa de 65%.

Receita de sucesso do Barcelona

De uma temporada para outra, o Barcelona deu um salto de 21%, passando de R$ 3,3 bilhões para quase R$ 4 bilhões, de acordo com o estudo.

O aumento é atribuído pela consultoria a uma iniciativa do clube espanhol de gerir mais de perto o segmento de negócios como licenciamentos e merchandising.

"O Barça é um claro exemplo de clube se adaptando às mudanças de mercado, reduzindo a dependência da receita com direitos de transmissão e focando o aumento de receitas que estão em seu próprio controle", afirmou Dan Jones, integrante do grupo de negócios esportivos da Deloitte.

Em 2018, o Barcelona decidiu não renovar um contrato de mais de uma década com um braço da Nike e passou a gerir diretamente suas licenças comerciais.

Na última temporada, o faturamento do clube espanhol se dividiu em 46% com a operação comercial, 35% com os direitos de transmissão e 19% com a venda de ingressos.

Quem compõe o top 20?

Maiores receitas por time na temporada 2018-19

Posição | Time | Receita em libras nesta temporada e na anterior

1 | Barcelona | 741.1 (611.6)

2 | Real Madrid | 667.5 (665.2)

3 | Manchester United |627.1 (589.8)

4 | Bayern Munich | 581.8 (557.4)

5 | Paris St-Germain | 560.5 (479.9)

6 | Manchester City |538.2 (503.5)

7 | Liverpool | 533 (455.1)

8 | Tottenham | 459.3 (379.4)

9 | Chelsea | 452.2 (448)

10 | Juventus | 405.2 (349.5)

11 | Arsenal | 392.7 (389.1)

12 | Borussia Dortmund | 332.4 (281)

13 | Atlético de Madrid | 324 (269.6)

14 | Inter Milan | 321.3 (248.7)

15 | Schalke 04 | 286.3 (216)

16 | Roma | 203.6 (221.5)

17 | Lyon | 194.6 (145.5)

18 | West Ham | 190.7 (175.3)

19 | Everton | 187.7 (188.6)

20 | Napoli | 182.8 (161.9)

Fonte: Deloitte Football Money League

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