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Botafogo aprova clube-empresa e busca investidores para finalizar projeto

Carlos Augusto Montenegro explica aos conselheiros do Botafogo o projeto do clube-empresa - Vitor Silva/Botafogo
Carlos Augusto Montenegro explica aos conselheiros do Botafogo o projeto do clube-empresa Imagem: Vitor Silva/Botafogo
do UOL

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

12/12/2019 22h22

O Botafogo viveu na noite de hoje (12) um dos dias mais importantes da sua história. Nesta quinta-feira, o projeto para transformar em clube-empresa foi aprovado por unanimidade pelo conselho deliberativo em reunião na sede de General Severiano. O próximo passo será fechar com os investidores dispostos a injetar grana no Alvinegro.

Para o projeto ser implementado, os sócios precisam ainda referendá-lo. Uma Assembleia Geral Extraordinária foi agendada para o próximo dia 27. Estão aptos a participar os associados maiores de 16 anos com mais de um ano de vida associativa e em dia, conforme os artigos 45, 46 e 47 do Estatuto do Alvinegro.

Inicialmente, o Botafogo precisa de vinte cotas de R$ 15 milhões, o que totaliza R$ 300 milhões. Esse dinheiro seria utilizado para pagar as dívidas ativas do Alvinegro, que passaria a não ter mais problemas com penhoras e conseguiria colocar as mãos no dinheiro que tem direito a cada ano.

A Botafogo S/A é o principal assunto no dia a dia do clube. A ideia foi iniciada com Walter e João Moreira Salles, que encomendaram um estudo financeiro do clube através da Ersnt & Young, que tem como objetivo saber as dívidas e quais seriam os detalhes que os possíveis investidores teriam que arcar caso realmente comprassem a ideia de injetar dinheiro no Alvinegro.

O projeto foi apresentado a um grupo restrito no Botafogo, os chamados cardeais, que sempre colocam seu dinheiro no clube para ajudar quando necessário. Como esperado, foi aprovado de forma praticamente unânime. O presidente Nelson Mufarrej abriu mão de parte do seu poder para dar continuidade ao projeto.

Enquanto o projeto financeiro era repassado, o clube já iniciou a comunicação com possíveis novos investidores, mesmo que ainda de forma inicial já que ainda não havia nenhum tipo de garantia a quem ficasse interessado no Botafogo. Mesmo assim, o projeto estava se moldando e virando, passo a passo, realidade.

Os encontros entre o grupo responsável por cuidar da S/A se tornaram semanais e a ideia de alterar a gestão se tornou um fato. Com a mudança para o clube-empresa, o departamento de futebol do Botafogo será separado do núcleo social - ambos, portanto, serão independentes.

Cláusulas contratuais, dívidas, questões envolvendo o Estádio Nilton Santos, futebol de base e construção do CT serão repassadas ao Botafogo S/A. O primeiro objetivo do clube-empresa será liquidar as dívidas que podem gerar algum tipo de ameaça ao clube em curto prazo. À parte social, sobrará a questão envolvendo os esportes olímpicos e a manutenção da sede de General Severiano, mas com dinheiro próprio.

Em novembro, alguns conselheiros tiveram acesso à parte do estudo financeiro e à apresentação que detalhava trâmites do processo. Na noite desta quinta foi a vez de todos os conselheiros terem acesso aos documentos.

Mesmo com tudo aprovado, o Botafogo não mudará para um clube-empresa de um dia para o outro. O S/A ainda vai depender de um tempo para a entrada de investidores e mudança de registros. Enquanto isto não ocorre, as questões do clube, como contratações, serão resolvidas por um comitê de gestão, formado por Nelson Mufarrej, Carlos Augusto Montenegro, Manoel Renha, Cláudio Good e Ricardo Rotenberg.

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