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Com técnico brasileiro, América de Cali encerra jejum e conquista Colombiano

07/12/2019 22h04

Cali (Colômbia), 7 dez (EFE).- Comandado pelo técnico brasileiro Alexandre Guimarães, o América de Cali encerrou um jejum de 11 anos neste sábado e venceu o Junior Barranquilla por 2 a 0 para conquistar o Torneio Finalización do Campeonato Colombiano.

Os heróis do 14º título nacional do clube, que passou cinco anos na segunda divisão, foram o atacante Michael Rangel, a quem o árbitro da partida, Wilmar Roldán, deu o primeiro gol do jogo, e Carlos Sierra, que fechou o placar para o delírio dos mais de 40 mil torcedores que estiveram no estádio Pascual Guerrero.

Depois do empate sem gols no jogo de ida, bastava ao América de Cali uma vitória simples para levantar o título que não vinha há 11 anos. Apoiado pela torcida, os donos da casa pressionaram o adversário desde o apito inicial e saíram na frente do placar aos 18 minutos.

Vergara, um dos destaques do time montado por Guimarães, bateu lateral, tabelou com Velasco e cruzou para Ranger, que se antecipou aos zagueiros e cabeceou. A bola bateu na trave, tocou nas costas do goleiro Viera e entrou.

Com o resultado desfavorável, o Junior Barranquilla foi atrás do empate, mas o América de Cali tinha Neto Volpi, formado nas categorias de base do Figueirense, em noite inspirada. O goleiro brasileiro impediu o empate do adversário em jogada de Teo Gutiérrez.

Aos 33, o América fez o segundo. Desta vez, Vergara serviu Velasco, que cruzou rasteiro para Sierra bater e ampliar a vantagem.

O Junior chegou a diminuir seis minutos mais tarde, aos 39, mas a jogada foi invalidada por impedimento. Depois de falta cobrada na área, Rafael Pérez marcou. O árbitro do jogo, porém, consultou o VAR e viu que Germán Mera estava em posição irregular.

Os visitantes não tiveram o mesmo êxito em criar jogadas de perigo contra o gol defendido por Volpi no segundo tempo e praticamente jogaram a toalha faltando 10 minutos para o fim, quando Marlon Piedrahita foi expulso após receber o segundo cartão amarelo.

Guimarães, que comandou a seleção da Costa Rica nas Copas do Mundo de 2002 e 2006, chegou ao América de Cali em junho. A contratação do técnico brasileiro, pouco conhecido na Colômbia, foi muito criticada pelos torcedores, que agora celebram o título, o primeiro conquistado por um treinador estrangeiro no clube.

A desconfiança inicial foi se esvaziando à medida que o trabalho de Guimarães começou a dar resultados. Nas quatro primeiras rodadas do Finalización, o América somou 10 dos 12 pontos possíveis.

Os temores, porém, voltaram no quinto jogo, quando a equipe foi goleada pelo Independiente de Medellín por 4 a 1, uma derrota seguida por um período de instabilidade que só se reverteu de vez em outubro.

Duas partidas marcam um ponto de inflexão no time que se sagrou campeão hoje. No dia 12 de outubro, o América de Cali bateu o Millonarios, em Bogotá. Uma semana depois, superou o todo-poderoso Atlético Nacional, de Juan Carlos Osorio, que só havia sido derrotado uma única vez.

Confiante, o América de Cali avançou para a fase final do torneio com a segunda melhor campanha, com os mesmos 35 pontos do Atlético Nacional, que levou a melhor nos critérios de desempate.

No quadrangular semifinal, a equipe superou um grupo que tinha o Deportivo Cali, seu maior rival, Independiente Santa Fé e o Alianza Petrolera, surpresa da competição.

O adversário da final seria o Junior Barranquilla, que chegava à decisão com a marca de ter vencido os últimos Apertura e Finalización. Nem assim o time foi páreo para o América, que volta a erguer o título do Campeonato Colombiano após uma seca de 11 anos. EFE

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