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Chelsea critica Fifa e diz ter recebido tratamento pior que do City

Manchester City v Chelsea - REUTERS/Andrew Yates
Manchester City v Chelsea Imagem: REUTERS/Andrew Yates

Londres (Reino Unido)

06/12/2019 16h52

Liberado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) hoje para contratar jogadores a partir de janeiro, o Chelsea reclamou do tratamento que recebeu da Fifa no caso de contratação de menores, que, na visão do clube londrino, foi pior que o dado ao Manchester City.

Os 'Blues' tinham sido punidos pela federação internacional com um gancho de um ano sem poder contratar novos jogadores e com uma multa de 600 mil franco suíços (R$ 2,6 milhões), mas recorreu à CAS e conseguiu reduzir o castigo pela metade. Com isso, poderá voltar a se reforçar já na próxima janela de transferências, no mês que vem.

"O clube ainda não recebeu razões escritas da CAS para esta decisão, mas gostaria de deixar claro o seguinte: a abordagem da Fifa a este caso tem sido tremendamente insatisfatória, especialmente porque a Fifa decidiu tratar o Chelsea de forma completamente diferente do Manchester City por razões que não fazem sentido para o Chelsea", denunciou o clube londrino em comunicado.

A diretoria dos 'Blues' se refere à investigação da Fifa sobre a transferência de menores dos 'Citizens', que até agora não resultou em punições.

A federação internacional acusou o clube da capital britânica de ter violado o Artigo 19 do regulamento em relação a 27 jogadores a partir de 2009. Porém, segundo o Chelsea, 16 desses atletas estavam registrados da mesma forma que os de outros clubes da primeira divisão.

"Além disso, o Chelsea pediu esclarecimentos à organização do Campeonato Inglês em 2009 sobre a necessidade de pedir permissão para registrar jogadores nesta categoria. A federação contatou a Fifa e confirmou que os jogadores desta categoria tinham o direito de ser inscritos e que nenhum pedido especial era necessário", defendeu-se o clube.

"O fato de a Fifa ter acusado o Chelsea por isso foi, portanto, perverso. Estamos gratos que isso parece ter sido corrigido pela CAS", acrescentou.

No caso dos outros 11 jogadores, o Chelsea argumentou que o registro de seis deles foi legal por exceções definidas no regulamento da entidade internacional.

"Em relação aos cinco jogadores restantes, a Fifa considerou que eles foram registrados antes da solicitação de registro. O Chelsea defende que, como a CAS no caso do Real Madrid, o regulamento da Fifa não abrange um conceito de inscrições estimadas e, consequentemente, a Fifa não pode considerar que as inscrições foram feitas antes de realmente terem sido feitas", justificou.

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