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Na 1ª final única da história, Fla volta a decidir Libertadores após 38 anos

22/11/2019 14h45

Lima, 22 nov (EFE).- A primeira final com jogo único nos 60 anos de história da Taça Libertadores colocará frente a frente neste sábado em Lima, o Flamengo, que volta à decisão pela primeira vez desde o título de 1981, e o River Plate, que almeja a quinta conquista no torneio continental, a segunda seguida.

Os dois gigantes sul-americanos medirão forças no Estádio Monumental, na capital peruana, escolhido como palco da partida decisiva há apenas três semanas, em substituição ao Estádio Nacional, em Santiago.

A troca aconteceu em decorrência do caos social no Chile, com protestos praticamente diários e uma forte repressão policial, que já deixou 23 mortos e milhares de feridos.

A situação é nova para o Fla, mas não para o River. No ano passado, após empate em 2 a 2 na ida, em La Bombonera, a partida de volta contra o rival Boca Juniors aconteceria no Monumental de Núñez, mas um ataque ao ônibus da delegação 'xeneize' levou à suspensão e à transferência do jogo para o estádio Santiago Bernabéu, em Madri.

SEGUNDO TÍTULO DO FLAMENGO OU QUINTO DO RIVER.

Assim, longe de casa, como foi obtido o quarto título, o River buscará a quinta conquista, a segunda em dois anos e a terceira de 2015 para cá. A taça seria mais um capítulo da história vitoriosa do técnico Marcelo Gallardo à frente dos 'Millonarios', que inclui também um título da Copa Sul-Americana e três da Recopa continental.

Por outro lado, o Flamengo não sabe o que é vencer a Libertadores desde 1981, quando superou o Cobreloa em uma decisão em três jogos. À época, Zico e companhia levaram a melhor no Maracanã, perderam no Chile e conquistaram a taça no Estádio Centenário, em Montevidéu. A pressão recai sobre os jogadores rubro-negros, que carregam o sonho de 40 milhões de torcedores.

"A gente tem que largar essa pressão e entrar em campo com uma mente calma e serena. Se controlarmos as nossas emoções, teremos muito a ganhar", disse o lateral-esquerdo Filipe Luís.

O experiente jogador, vice-campeão continental com a camisa do Atlético de Madrid, acredita que o River leva ligeira vantagem nesta final por causa da experiência acumulada nos últimos anos, com as conquistas das Libertadores de 2015 e 2018.

O atacante colombiano Rafael Santos Borré, titular da equipe de Buenos Aires, concorda com Filipe Luís. "Sabemos que como grupo somos fortes neste tipo de jogos", declarou.

COM FORÇA MÁXIMA.

Os dois times provavelmente entrarão em campo com aquelas que são consideradas as formações ideais. O Fla fez grandes contratações desde o começo do ano e conta com um ataque de peso, com destaque para Gabigol, artilheiro da Libertadores, com sete gols, e Bruno Henrique, que tem cinco.

A defesa é o setor de maior experiência, com laterais que já disputaram final de Liga dos Campeões. Rafinha foi campeão pelo Bayern de Munique, e Filipe Luís, vice pelo Atlético de Madrid.

No River, a base do tetra foi mantida, com destaque para o goleiro Franco Armani, os zagueiros Javier Pinola e Lucas Martínez Quarta e os meio-campistas Ignacio Martínez e Enzo Pérez.

Até o último minuto, Gallardo fará mistério quanto à possibilidade de escalar três zagueiros. Paulo Díaz poderia entrar na vaga de Exequiel Palacios ou Nicolás de La Cruz para dar mais força à sua defesa.

PEREGRINAÇÃO A LIMA.

No Monumental de Lima, que terá uma capacidade de cerca de 60 mil espectadores para a ocasião, cada equipe será incentivada nas arquibancadas por 13 mil torcedores provenientes de vários cantos da Argentina e do Brasil.

Muitos deles vão chegar nas horas antes do jogo, depois de cruzar a América do Sul de ônibus, numa viagem de pelo menos três dias de Buenos Aires e cinco do Rio de Janeiro, o mesmo que deve se repetir com a euforia da vitória ou com a melancolia da derrota.

Prováveis escalações:.

Flamengo: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gérson e De Arrascaeta; Éverton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol. Técnico: Jorge Jesus.

River Plate: Armani; Montiel, Martínez Quarta, Pinola e Casco; Pérez, Palacios, Fernández e De la Cruz; Borré e Suárez. Técnico: Marcelo Gallardo.

Árbitro: Roberto Tobar (Chile), auxiliado pelos compatriotas Christian Schiemann e Claudio Ríos.

Estadio Monumental, em Lima. EFE

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