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Jogadores chilenos pedem paz em protestos no país

22/10/2019 13h41

SÃO PAULO, 22 OUT (ANSA) - Os jogadores Gary Medel, do Bologna, e Alexis Sánchez, da Inter de Milão, se manifestaram nesta segunda-feira (21) nas redes sociais sobre os violentos protestos que estão acontecendo no Chile. Os atletas se alinharam ao lado dos manifestantes e pediram paz.   


O governo chileno anunciou que a série de manifestações e saques iniciada no fim da semana passada já deixou 15 mortos e mais de 2,6 mil feridos.   


Em uma publicação no Instagram, o meia Medel afirmou que as autoridades devem mudar para "resolver os problemas sociais" e disse que "grande parte" do país se manifesta "pacificamente". O jogador do Bologna ainda pediu que a violência acabe.   


"Para uma guerra, são necessários dois lados e aqui estamos um povo e um país que querem crescer e avançar com igualdade. Não queremos mais violência ou excessos. Para isso, precisamos que as autoridades digam que mudarão para resolver problemas sociais. Eles nos falam sobre crimes, e não sobre soluções para o problema, quando grande parte do país se manifesta pacificamente", escreveu o atleta.   


Já o atacante Sánchez, que está fora de combate por alguns meses em decorrência de uma lesão no tornozelo, pediu para que os protestos sejam realizados de maneira pacífica e afirmou que as crianças são as que mais sofrem.   


Outro protagonista da geração de ouro do futebol chileno que se manifestou foi o ex-Juventus Arturo Vidal. Atualmente no Barcelona, o atleta revelou que "reza por um Chile melhor" e pediu para os políticos ouvirem "o povo pela primeira vez".   


As manifestações começaram por causa de um aumento de 30 pesos (R$ 0,20) no preço das passagens do metrô - já suspenso pelo governo -, mas também miram a desigualdade econômica e o sistema de aposentadoria do país.   


O presidente do país, Sebastián Piñera, decretou estado de emergência em algumas zonas do Chile, inclusive Santiago, impôs toque de recolher e colocou o Exército nas ruas. Além disso, chegou a dizer que o país estava "em guerra" contra um "inimigo poderoso e implacável".(ANSA)
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