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Alonso admite que participação no Rali Dakar deve ser experiência única

James Moy Photography/Getty Images
Imagem: James Moy Photography/Getty Images

Miguel Ángel Moreno.

21/10/2019 10h17

O espanhol Fernando Alonso afirmou, em entrevista à Agência Efe, que a participação no Rali Dakar deverá ser uma experiência única na carreira, já que não pretende seguir neste tipo de competição. Na mesma entrevista, o piloto reforçou a vontade de vencer as 500 Milhas de Indianápolis e admitiu que a Fórmula 1 pode ser opção em 2021.

"Como prova, por enquanto, será uma experiência única. Tentar fazer um Dakar na minha vida, passar essa experiência, com todos esses meses de preparação, me serviram para crescer como piloto, ser melhor piloto e pessoa. Mas, não coloco isso, atualmente, como o início de uma longa carreira no cross country", explicou o veterano, após participar de um evento de patrocinadores, na Espanha.

Alonso lembrou os ralis não são uma especialidade e que, por isso, não considera haver um futuro neste tipo de competição. Inclusive, o bicampeão mundial de Fórmula 1 confessou não ter metas muito altas no Dakar, que acontecerá, em janeiro do próximo ano, na Arábia Saudita.

"A princípio, o objetivo é concluir a prova. Sou consciente de que é o rali mais duro do planeta, com taxa de abandono de 60%. De cada dez carros, quatro vão terminar, e ser um desses quatro já me faria feliz. É a meta, mas dentro de mim, sempre há um piloto competitivo, e um pouco da cabeça sempre pensa em fazer o melhor possível", explicou.

Alonso, que estará ao lado do também espanhol Marc Coma, revelou como foi a participação recente no Rali do Marrocos, na última etapa do Campeonato Mundial de Rali Cross-Country. A dupla terminou na 26ª colocação da prova, após início conturbado, com direito a acidente.

"Foi importante para nós, para conhecer a competição ainda mais, conhecer os inconvenientes que podem surgir em um rali, os problemas que se pode encontrar. Para mim, especialmente, que não tenho nenhuma experiência, acho que foi enriquecedor, e como preparação para o Dakar, fundamental", contou.

Alonso ainda falou sobre contar com Marc Coma como navegador, já que se trata de um pentacampeão do Dakar, mas nas motos, que também fará a estreia nos carros em 2020.

"É uma experiência nova para ele também. Outro dia, calculamos que ele fez mais de um milhão de quilômetros nas dunas, tem um dom para ler o terreno, o que é justamente o que me falta. Estou muito feliz de tê-lo ao meu lado", afirmou.

Questionado sobre a vontade de vencer as 500 Milhas de Indianápolis, prova que falta para completar a Tríplice Coroa do automobilismo, depois de ganhar o Grande Prêmio de Mônaco e as 500 Milhas de Le Mans, Alonso garantiu que a mantém.

"É mais um desafio pessoal ou a longo prazo. Se não fosse neste ano, será no próximo ou no seguinte. É a única corrida que me falta, seria um feito histórico. Em 2020, será um dos meus principais objetivos", garantiu o espanhol.

Indagado sobre um possível retorno à Fórmula 1, categoria que deixou em 2018, após 17 temporadas, Alonso descartou a possibilidade para o próximo ano, mas deixou uma possibilidade aberta para 2021.

"Atualmente, não tenho a Fórmula 1 na cabeça, mas 2021 seria uma possibilidade, já que mudarão as regras, as coisas vão se embaralhar um pouco. Ainda falta um ano e meio, então, pensarei", concluiu.

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