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Diniz elogia retorno de Pato e sai em defesa do DM: "Não tem culpado"

Fernando Diniz observa jogo entre Bahia x São Paulo - Rubens Chiri/saopaulofc.net
Fernando Diniz observa jogo entre Bahia x São Paulo Imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net
do UOL

Do UOL, em São Paulo

10/10/2019 00h21

Resumo da notícia

  • Treinador negou que haja culpados pela sequências de lesões no São Paulo
  • Ele saiu em defesa do departamento médico e fez elogios pelo retorno de Pato
  • Comissão sabia das dores musculares de Pablo, que foi liberado para jogar
  • Juanfran foi substituído por precaução e "não deve ser problema", segundo Diniz

A provável lesão sofrida por Pablo na noite de hoje recolocou a comissão técnica do São Paulo sob pressão. O centroavante já perdeu 20 jogos por contusão nesta temporada e saiu da Arena Fonte Nova sendo tratado como dúvida para o clássico contra o Corinthians, no domingo (13). Mas em sua entrevista coletiva, após o 0 a 0 contra o Bahia, Fernando Diniz saiu em defesa do departamento médico e até o elogiou pelo retorno de Alexandre Pato.

"Às vezes as lesões acontecem e a gente quer achar um culpado, mas não tem culpado. Ninguém sabe ao certo porque [o atleta] machuca muito", argumentou Diniz. "Às vezes o jogador não fala o que estava sentindo, às vezes é o treinamento... Apontar o departamento médico acaba sendo uma injustiça muito grande. O departamento médico do São Paulo tem profissionais muito qualificados."

Atualmente o treinador não conta com Toró e Everton, dois lesionados. Passa também a correr riscos de perder Pablo, mas tem Alexandre Pato de volta. O camisa 7 voltou de contusão contra o Bahia e jogou 90 minutos, ganhando a aprovação de Fernando Diniz.

"Pato é um talento muito singular. É um dos maiores jogadores no Brasil, com certeza. Um cara que tem muito recurso, físico e técnico, que tem uma genialidade que pode decidir a qualquer momento", disse o técnico, sem medir elogios e voltando a fazer referência aos profissionais médicos do clube.

"Esperamos uma evolução física e tática [de Pato] com o decorrer dos dias. Tem de premiar também o departamento médico, que acelerou a volta dele - era para ficar mais tempo fora. Vale ressaltar que são pessoas ótimas no departamento médico: conheço o doutor [José] Sanchez há muito tempo; fisioterapeutas, fisiologia... muito bom", disse o treinador.

Diniz precisou fazer três substituições por motivos físicos no empate contra o Bahia. Primeiro tirou Pablo, que saiu com dores. Depois foi a vez de Juanfran, e Liziero sentiu cãibras. Na coletiva, o treinador falou sobre os problemas.

"[O Pablo] Não está descartado para domingo. Ele estava com uma dor no adutor, mas conversando com o departamento médico achamos que reunia condições. Vamos aguardar para ver se tem condições de jogar contra o Corinthians", falou Diniz, que ao menos tranquiliza a torcida sobre a situação de Juanfran.

"O Juanfran nós preservamos: ele foi falar comigo e estava incomodado. Resolvemos tirar para não ter algum problema. Acho que o Juanfran não deve ser problema", completou.

Confira as demais respostas da coletiva de Diniz

Empate com o Bahia
"Pelo volume do primeiro tempo, estávamos mais perto de vencer. Se mantivesse como no primeiro tempo, teria boa chance de vencer", entende o treinador, que já projeta o clássico contra o Corinthians. "Temos dois jogadores convocados para a seleção, que são desfalques, e pegamos o Corinthians, que tem só um convocado. Não dá para focar no que aconteceu das lesões, que são naturais do futebol - o Bahia também teve."

Time já tem "a cara" de Diniz?
"Vamos evoluir aos poucos. Tivemos quatro ou cinco treinos táticos, e estamos tomando cuidado com a carga. Tivemos de treinar um pouco o time para jogar como está jogando. Não adiantava não treinar. Se tivesse o time redondo, se não tivesse convocações e a ausência do Arboleda, poderia reduzir carga de treinos. Na parte física não é o ideal. Tive de expor mais o time para ter mais conteúdo tático. E nós nos defendemos bem, tivemos chance de gols e limitamos muito as chances do Bahia."

Contra-ataques do Bahia
"Não foi nada de casual, foi muito treinado. O Bahia tem o melhor contra-ataque do Brasil, e nós treinamos para evitar. Cedemos a bola em alguns momentos, e foi estudado, houve um ou dois contra-ataques. Mapeamos muito bem essa jogada do Bahia, que talvez seja a principal arma do time deles."

Não conseguiu repetir time pela terceira vez
"É um problema que não é só do São Paulo, mas de todos. O São Paulo sofre com jogadores convocados, e isso foge do nosso controle. O número de lesões a gente consegue diminuir, mas os convocados? O Corinthians teve um, e nós perdemos dois jogadores importantes, é muito difícil repor. O Daniel Alves é a referência principal do time, e a convocação dificulta. Também não tivemos Arboleda, então é uma questão complexa."

Jucilei
"Em primeiro lugar, ele me agrada muito tecnicamente. Sempre gostei do jogador. Ele estava afastado, mas tem boa condição física: chegou magro, não está acima do peso. Está integrado, é querido por todos no São Paulo e muito bem-vindo. Tenho certeza que ele vai nos ajudar bastante."

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