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Neymar defende privilégios aos melhores atletas: "Já carreguei nas costas"

Neymar recebe camisa comemorativa para os 100 jogos com a seleção brasileira - Pedro Martins/Mowa Press
Neymar recebe camisa comemorativa para os 100 jogos com a seleção brasileira
Imagem: Pedro Martins/Mowa Press
do UOL

Do UOL, em São Paulo

09/10/2019 11h36

Neymar defendeu que os melhores jogadores tenham um tratamento diferenciado em relação aos demais atletas do grupo. Em coletiva concedida na manhã de hoje em Cingapura, ele destacou a sua trajetória na seleção brasileira e disse que merece ter alguns privilégios.

Prestes a completar 100 jogos com a camisa verde e amarela, o jogador ainda usou o exemplo de Lionel Messi, no Barcelona, e disse que aprendeu isso ao longo da carreira pelos clubes em que atuou. Ele será titular na partida de amanhã, às 9h, contra Senegal.

"Quanto às críticas que o Tite recebe sobre me proteger, eu não tenho o que falar. Eu estou na seleção vai fazer dez anos. Desde a primeira vez que eu pisei aqui, eu sempre tive muita responsabilidade e sempre fui um dos principais nomes, um dos que carregavam sempre... acho que... praticamente tudo nas costas. Eu não me escondo disso. Se você for parar para pensar, analisar corretamente e ser honesto, nestes dez anos, eu sempre exerci meu papel muito bem na seleção. Enquanto aos críticos, ao que o Tite deixa de fazer por mim ou faz, acho que ele faz por todos os jogadores. Qualquer técnico que fosse treinador da seleção iria fazer o mesmo", afirmou o atleta do PSG.

"Eu já passei por lugares que tinham jogadores com mais nome do que eu, mais história do que eu, e eu tinha que respeitar o que os treinadores faziam com ele. E é assim no clube também. Quando um atleta de alto nível atinge um nível alto, considerado um dos melhores do mundo, por que não tratá-lo de forma diferente? Não pode existir inveja do resto do time. Eu tive meu papel de entender. No Barcelona, eu trabalhei com o Messi, e ele tem o tratamento diferente. Por que ele é bonito? Não. Porque ele decide. Ele conquistou aquilo. Ele está assim depois do que alcançou. Não estou falando só de mim, estou falando de todos os atletas que têm tratamento diferente. Não estou deixando a humildade de lado, só estou explicando. Eu já vivi em times que outros foram tratados de melhor forma do que eu. Aquilo se tornou espelho para mim para que eu pudesse treinar mais. Para ter os mesmos privilégios que eles têm. Isso me deu força. Eu ficava contente por ele ter privilégio e ficando feliz eu sabia que ele ia resolver", completou o atacante.

Aos 27 anos, o atleta afirmou que ainda poderá ser o melhor do mundo e disse que só não esteve no top 3 da Fifa nos últimos anos por conta de lesões que o afastaram por muito tempo de campo.

"Eu acredito que sim [ser melhor do mundo um dia]. Infelizmente, nesses dois anos, eu tive duas lesões que foram longas. Isso atrapalha todo jogador. Eu preparei a cabeça para voltar melhor. Foi um verão longo para mim, mas eu me preparei muito para todas as circunstâncias, fosse ir embora de Paris ou ficar. Eu tinha que me preparar para que fosse uma excelente temporada", afirmou.

Confira outras respostas de Neymar:

100 jogos na seleção

O saldo fica muito positivo, mas, na vida de um atleta, nem sempre são só vitórias. São muitas decepções, derrotas, comete-se muitos erros. Mas se você for um cara que batalha no final de tudo você consegue redimir seus erros. Estou muito feliz por atingir essa marca. Nem nos melhores sonhos imaginei que isso pudesse acontecer

Momentos especiais nos 100 jogos

São muitos momentos que são vitoriosos para mim. Para escolher três, eu acho que eu fico com o primeiro jogo, o início de tudo, o primeiro jogo nos Estados Unidos, a primeira Copa do Mundo e o primeiro gol pela Copa do Mundo. São três momentos importantes com a seleção. Me recordo com muito orgulho.

Metas na seleção

Eu sempre deixei claro que nunca quis fazer mais gols do que tal atleta, jogar mais jogos do que tal atleta. Eu queria buscar meus recordes, ser melhor do que eu a cada jogo. Eu pretendo estar por muito tempo na seleção. Tenho que demonstrar para meu clube, pretendo, sim, fazer muitos gols, ajudar a seleção brasileira. E colocar meu nome na seleção. Tenho muito orgulho do que estou fazendo até hoje. Estou muito feliz, muito contente. Quero mais, buscar mais coisas. Tenho um sonho que é conquistar a Copa do Mundo. E isso ainda não acabou. Tem muita história para vir ainda.

É mais feliz na seleção do que no PSG?

Estou feliz na seleção e no meu clube também. Todo mundo sabe do que aconteceu no mercado geral, todo mundo sabe da vontade que eu tinha de sair. Isso já foi explicado. Me sinto feliz, tranquilo, no clube. No clube eu também estou. Estou feliz pelo meu desempenho. Defenderei o meu clube com unhas e dentes e darei 100% para que a gente tenha êxito, conquiste coisas grandes.

Não estar no top 3 do mundo da Fifa

Nos últimos dois anos eu só não estive lá porque machuquei, fiquei muito tempo fora e isso atrapalha. Mas se você analisar e pegar jogos, números, você vai ver que eu nunca deixei de jogar futebol. Infelizmente, isso na vida de um atleta pode ocorrer, as lesões. E você precisa de cabeça boa e preparada para dar a volta por cima. Eu busco estar bem essa temporada, torcer para que nada de mal aconteça e com certeza terminar a temporada completa pode ter certeza que vou estar em cima.

Posicionamento na seleção

Mudou mais ou menos. Acho que é praticamente a mesma função que eu vinha fazendo há anos. A assistência você vai aprimorando a cada ano. Vai ficando mais inteligente, experiente e você consegue executar as coisas de uma maneira melhor. Consegue encontrar o companheiro mais vezes, fazer mais gols, ficar mais eficiente. Eu fico muito contente, feliz de estar ajudando os meus companheiros de alguma forma. Espero poder continuar fazendo isso para que a seleção tenha vitórias.

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