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Xerém vira solução: Fluminense é segundo que mais usa a base no Brasileirão

Pedro e João Pedro comemoram: dupla marcou 9 dos 21 gols do Flu no Brasileirão - Lucas Merçon/Fluminense FC
Pedro e João Pedro comemoram: dupla marcou 9 dos 21 gols do Flu no Brasileirão Imagem: Lucas Merçon/Fluminense FC
do UOL

Do UOL, no Rio de Janeiro

21/09/2019 04h00

O caos financeiro vivido pelo Fluminense fez o clube, mais uma vez, recorrer ao seu celeiro de revelações. E como de costume, Xerém correspondeu. Com 12 atletas utilizados, o Tricolor é o segundo time que mais utilizou a base no Campeonato Brasileiro - atrás apenas do Botafogo, que utilizou 14.

Dentre todos, o centroavante João Pedro, titular da equipe, foi quem mais atuou, entrando em campo em 14 das 19 partidas do Flu na competição. Logo depois, com apenas um jogo a menos, o meia Daniel, hoje reserva, foi o segundo que mais jogou.

Além da dupla, outros dois jogadores chamam a atenção. Como o bom filho à casa torna, Digão e Wellington Nem tiveram passagens por outras equipes e voltaram ao Tricolor mais experientes. Apesar de mais velhos, são originais "Moleques de Xerém" e aumentam a lista de utilizados pelo Flu no Brasileirão.

Além deles, o zagueiro Frazan, os laterais Igor Julião e Mascarenhas, o volante Caio, o meia Miguel e os atacantes Marcos Paulo, Pablo Dyego e Pedro fecham a lista de egressos da base que ajudaram o Tricolor.

Ainda que a 16ª posição esteja bem aquém do objetivo do Fluminense, sem eles, a situação seria pior: a base marcou 9 dos 21 gols do Flu, todos da dupla Pedro e João Pedro, em três das cinco vitórias tricolores na competição.

Retorno financeiro

A época das vacas gordas com a antiga patrocinadora passou e o Flu, ao menos, soube investir na base. Por isso, além do retorno esportivo na temporada, o Tricolor também gerou receita com a venda de atletas.

Os dois últimos a deixarem o clube (Leandro Spadacio e Pedro) saíram do Vale das Laranjeiras, e fizeram o clube superar a previsão orçamentária de R$ 40 milhões com vendas. Além da dupla, o zagueiro Ibañez deixou a equipe no início do ano. Ao total, o Tricolor superou a marca de R$ 65 milhões com as negociações pelo trio.

Se não serviram para resolver o drama financeiro vivido pelo Fluminense, ao menos as negociações tornaram viáveis os pagamentos de salários e outros débitos do Tricolor em 2019.

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