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Câmara de Belém concede título de "persona non grata" ao árbitro Vuaden

O árbitro Leandro Vuaden em jogo entre Náutico e Paysandu - Caio Falcao/AGIF
O árbitro Leandro Vuaden em jogo entre Náutico e Paysandu Imagem: Caio Falcao/AGIF
do UOL

Do UOL, em São Paulo

17/09/2019 08h24

A Câmara Municipal de Belém aprovou ontem um requerimento para considerar o árbitro Leandro Vuaden "persona non grata" na cidade. O juiz está sendo alvo de críticas por sua atuação no duelo entre Náutico e Paysandu, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

Segundo comunicado da câmara, o autor do pedido, Toré Lima (PRB), alegou para o requerimento que a "imprensa nacional publicou matérias em que todos, sem exceção, ex-árbitros e comentaristas esportivos, declararam que o Paysandu foi literalmente roubado".

Ela ainda disse que o "estado sofre discriminação por ser da Região Norte" e pediu que o requerimento fosse comunicado para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, a Federação Paraense de Futebol e o Paysandu.

A polêmica tem como ponto central a marcação de um pênalti a favor do Náutico aos 49 minutos do segundo tempo. A penalidade em questão resultou no empate por 2 a 2 e no acesso do time pernambucano para a Série B após vitória na disputado por pênaltis - em jogo disputado nos Aflitos, no dia 8 de setembro.

O Paysandu apresentou ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) um pedido de impugnação da partida que será julgado nesta sexta-feira (20), às 11h (de Brasília).

No lance, o árbitro Leandro Vuaden viu toque de mão de Uchôa após cabeceio de seu colega Caíque Oliveira, ambos do Paysandu.

No entendimento do Paysandu, o lance foi absolutamente normal, e Vuaden aplicou penalidade máxima de forma a mostrar que desconhecia o novo entendimento da Regra 12 do Jogo, que fala sobre mão na bola e lista como exceção as infrações de toque "se a mão ou braço estiver perto do corpo e não faça o corpo artificialmente maior".

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