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Paysandu e FPF entram no STJD por anulação de jogo e paralisação da Série C

Leandro Vuaden apitou a partida entre Náutico e Paysandu - Ricardo Nogueira/Folhapress
Leandro Vuaden apitou a partida entre Náutico e Paysandu Imagem: Ricardo Nogueira/Folhapress
do UOL

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

11/09/2019 12h10

O Paysandu e a Federação Paraense de Futebol (FPF) tentam dar um novo destino à Série C do Campeonato Brasileiro. Ontem (10), as duas partes recorreram ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta da polêmica penalidade marcada a favor do Náutico aos 49 minutos do segundo tempo, que resultou na decisão por pênaltis e no acesso do time pernambucano para a Série B.

No empate por 2 a 2 no domingo (8), nos Aflitos, a vaga foi conquistada pelos donos da casa após pênalti marcado contra o Papão aos 49 do segundo tempo. No lance, o árbitro Leandro Vuaden viu toque de mão de Uchôa após cabeceio de seu colega Caíque Oliveira, ambos do Paysandu. A decisão, então, foi para os pênaltis, e o Náutico acabou levando a melhor e ficando com a vaga para a Série B.

O Paysandu confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que oficializou na noite de ontem (10) o pedido de impugnação da partida. O clube entende que o pênalti incorreu em erro de direito e é passível de anulação caso haja descumprimento da regra.

Já a FPF apresentou a Notícia de Infração na tarde de ontem (10) contra a atitude de Leandro Vuaden e sua equipe de arbitragem. O documento foi protocolado no STJD e alega que houve marcação equivocada do pênalti a favor do Náutico.

"Levei ao presidente que tínhamos a oportunidade de oferecer o assunto para apreciação do STJD, e assim o fizemos, especialmente porque, durante o estudo do caso, uma coisa ficou bem evidenciada: o lance em si não é interpretativo, é um lance em que, obrigatoriamente, não é marcado o tiro penal. Então, esse ponto nos fez levar o assunto, contendo o que diz a lei e opiniões de ex-árbitros, ao STJD", disse Cristino Mendes, diretor jurídico da FPF, ao UOL Esporte.

Segundo Cristino Mendes, a FPF solicitou que a Série C seja paralisada e que o jogo entre Náutico e Juventude, pelas semifinais da competição, marcado para domingo (15), às 18h (de Brasília), no estádio Alfredo Jaconi, não seja disputado.

"Foi uma notícia de infração contra o Vuaden e a arbitragem. Pedimos que a partida entre Náutico e Juventude não seja realizada e agora estamos aguardando a decisão do STJD. Com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, a Procuradoria do tribunal vai analisar esse pedido, se vale a pena manter a denúncia", afirmou.

O diretor jurídico da FPF explicou ainda que os dois processos - da FPF e do Paysandu - podem até ser tratados de forma unilateral, dependendo do entendimento da Procuradoria e dos motivos citados nos processos.

"Esse processo que a Federação deu entrada será submetido ao Procurador, que tem 48 horas para se manifestar. Se, por acaso, o Paysandu der entrada em um pedido em que os motivos sejam praticamente os mesmos da Federação, pode ser até que os dois processos sejam tratados de forma unilateral, mas vamos aguardar", completou.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado na versão anterior da matéria, o jogo que terminou empatado por 2 a 2 entre Náutico e Paysandu aconteceu nos Aflitos, e não no Mangueirão. Além disso, o time pernambucano ficou com a vaga para a Série B do Campeonato Brasileiro, e não para a Série C. Os erros foram corrigidos.

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