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Autoridades da Fifa visitarão Irã após morte de torcedora que seria punida por ir a estádio

11/09/2019 17h37

Por Simon Evans

MANCHESTER, Inglaterra (Reuters) - Autoridades da Fifa farão uma visita ao Irã após a morte de uma torcedora que ateou fogo ao próprio corpo para protestar contra sua prisão por ter comparecido a uma partida de futebol, afirmou a entidade que comanda o esporte à Reuters na quarta-feira. 

Sahar Khodayari, chamada de “Garota Azul” devido às cores de seu time Esteghlal, morreu no hospital na última segunda-feira após sua auto-imolação em frente a um tribunal onde temia ser condenada à prisão por seis meses após ter comparecido a um jogo de futebol disfarçada de homem. 

Embora mulheres estrangeiras tenham acesso limitado a jogos, mulheres iranianas são proibidas em estádios onde times masculinos joguem desde a revolução Islâmica em 1979. 

Um porta-voz da Fifa disse que as reuniões com autoridades do futebol iraniano, esperadas para as próximas duas semanas, eram parte de preparações para as partidas eliminatórias do Irã para a Copa do Mundo --o país enfrenta a seleção do Camboja no dia 10 de outubro em casa-- e não uma resposta específica à morte de Khodayari. 

As autoridades da Fifa, no entanto, irão checar as preparações feitas pela Associação de Futebol iraniana para providenciar o acesso à partida para mulheres. 

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, apelou anteriormente que autoridades iranianas adotem "medidas concretas" para permitir que mulheres iranianas e estrangeiras comprem ingressos e possam comparecer a partidas. 

A morte de Khodayari causou uma indignação generalizada no Irã e internacionalmente, levando a pedidos nas redes sociais para que a Federação Iraniana de futebol seja suspensa ou banida. 

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