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Em depoimento, Platini se diz inocente de acusações sobre escolha do Catar

2019-06-18T10:51:00

18/06/2019 10h51

Paris, 18 jun (EFE).- O ex-jogador e ex-presidente da Uefa, Michel Platini, que foi detido nesta terça-feira, acusado de corrupção na escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022, se declarou inocente em depoimento, segundo relataram os advogados do francês.

"Está falando de forma serena e precisa, responde todas as perguntas, inclusive as relativas às condições da atribuição da Europa de 2016 (em que a França foi escolhida), e está dando explicações úteis", disse um dos responsáveis da defesa do antigo camisa 10 dos 'Bleus' e da Juventus.

Platini está detido desde o início da manhã de hoje (hora local), no Escritório Anticorrupção de Nanterre, nos arredores de Paris. Além de Platini, foi presa uma antiga conselheira do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, Sophie Dion.

Além disso, o ex-secretário-geral do Palácio do Eliseu, Claude Guéant, prestou depoimento sob o status de "suspeito livre", segundo o jornal "Le Monde".

A investigação contra Platini se centra em um jantar organizado em 23 de novembro de 2010, entre Sarkozy, então presidente, e o emir do Catar, Hamad Ben Khalifa Al-Thani. Platini, até então favorável a candidatura dos Estados Unidos para sediar a Copa de 2022, mudou de ideia e passou a defender a escolha do Catar.

O ex-presidente da Uefa já havia prestado depoimento no ano passado, sobre o tema, mas não na condição de acusado. Segundo os advogados, a detenção de hoje foi feita sob a alegação de que Platini não coaja outras testemunhas do caso. EFE

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