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Áudio do VAR revela diálogo sobre Deyverson: "Ele se joga, você conhece"

Andre Borges/AGIF
Deyverson em ação durante partida entre Botafogo e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro Imagem: Andre Borges/AGIF
do UOL

Gabriel Carneiro

Do UOL, em Salvador

2019-06-18T11:49:58

18/06/2019 11h49

A comunicação gravada entre a cabine do árbitro de vídeo (VAR) e o árbitro de campo no jogo entre Botafogo e Palmeiras, em 25 de maio, registrou uma fala de um dos membros da equipe de arbitragem, referindo-se ao jogador alviverde Deyverson, dizendo: "Ele se joga, você conhece". O áudio foi revelado hoje durante o julgamento que, por 9 votos a 0, negou o pedido de impugnação da partida, feito pelo Botafogo, em sessão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em Salvador.

Não é possível precisar quem disse a frase, que foi proferida enquanto o lance de pênalti sobre Deyverson era revisado pelo árbitro Paulo Roberto Alves Júnior. Foram exibidos diversos ângulos de todas as câmeras disponibilizadas aos árbitros de vídeo e também as de transmissão. Enquanto isso, o áudio da comunicação com o árbitro principal era transmitido, com muitas frases cortadas, gritos, discussões e orientações.

Depois de divulgado o áudio, o Leonardo Andreotti, sub-procurador geral do STJD, aproveitou sua explanação durante o julgamento para repudiar a declaração da arbitragem sobre Deyverson. "Não pode passar batido", disse ele.

Na jogada, o árbitro de campo marca inicialmente simulação de Deyverson e aplica cartão amarelo ao atacante. Após aviso do VAR, que recomenda a revisão do lance, ele checa a jogada novamente no monitor e muda sua orientação, percebendo um pisão do zagueiro Gabriel no pé de Deyverson. O pênalti foi convertido por Gustavo Gómez, definindo a vitória palmeirense por 1 a 0.

O Botafogo entrou com pedido de impugnação da partida porque alega que o VAR foi usado quando o árbitro já havia autorizado o reinício do jogo após a aplicação de amarelo a Deyverson, o que é proibido pela regra.

Em depoimento hoje, Paulo Roberto contestou essa versão e disse que não autorizou o recomeço do jogo porque não apitou, o que é exigido após aplicação de cartão. Ele afirmou que levantou o braço apenas para sinalizar a marcação de tiro livre indireto a favor do Botafogo, mas que o time alvinegro cobrou sem que ele tivesse apitado. O julgamento está em andamento.

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