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Fla rebate críticas de advogados de vítimas da tragédia do Ninho

19/03/2019 18h19

O Flamengo publicou uma nota oficial como resposta ao pronunciamento de Arley Carvalho, Paula Wolff e Mariju Maciel, advogados que, em coletiva na tarde desta terça-feira, representaram uma comissão que defende nove das dez famílias de vítimas fatais do incêndio no Ninho do Urubu, que aconteceu no dia 8 de fevereiro, e contestaram algumas informações que, segundo o grupo, o clube rubro-negro tem divulgado.

No texto enviado à imprensa após o pronunciamento, o Fla rebateu algumas das declarações dos advogados, publicando que "jamais afirmou estar negociando com nove famílias", como disse o grupo representante das famílias, e garantiu estar prestando "todo apoio material e psicológico às famílias dos atletas". O clube também expôs alguns dos valores gastos com as famílias das vítimas até agora.

Confira na íntegra a nota oficial

Posicionamento do Flamengo

Em primeiro lugar, o Clube de Regatas do Flamengo esclarece que, diferentemente do que afirmaram os três advogados, jamais afirmou estar negociando com nove famílias. O clube reafirma que já fechou acordo com uma família e negocia com três. E segue aberto para novas negociações. Vale esclarecer que a advogada da família do atleta Rykelmo é a Doutora Gisleine Nunes, que já se reuniu com o corpo jurídico do clube.

Quanto à afirmação de que o clube não procurou as sete famílias representadas pelos três advogados para negociar, o Flamengo lembra que em reunião no Tribunal de Justiça, no dia 21/2/2019, os advogados não concordaram com os termos propostos e encerraram as conversas.

Também diferentemente do que foi dito pelos advogados, o Flamengo vem dando sim todo apoio material e psicológico às famílias dos atletas que se encontravam no Centro de Treinamento George Helal no dia do incêndio (8/2/2019) que vitimou dez jovens.

Nestes 39 dias, o clube procurou estar sempre ao lado das famílias dos atletas, dando suporte financeiro e psicológico. Todas as despesas com transporte, alimentação e hospedagem ficaram a cargo do clube, que não mediu esforços para atender a todas as demandas.

Durante todo o período no qual os três atletas que se feriram permaneceram hospitalizados, o clube manteve um responsável para cuidar da logística dos familiares, além de um médico para acompanhar todos os procedimentos no hospital. A hospedagem e a alimentação dos parentes também ficaram a cargo do clube.

Somente com passagens aéreas e hospedagem de parentes, advogados e empresários dos jogadores o Flamengo gastou até o momento R$ 222.580,30. Nesta quantia está incluído o fretamento de um avião para agilizar os sepultamentos dos casos em que a logística era mais complicada.

Vale registrar que o Flamengo continua dando uma ajuda de custo mensal de R$ 5 mil para as nove famílias que ainda não acertaram as indenizações.

Em relação aos 16 atletas sobreviventes, o clube já fechou acordo com 13 famílias e está em negociação com as três restantes.

O clube também já prestou inúmeras homenagens aos atletas, quase todas devidamente registradas pela imprensa, entre elas a missa de sétimo dia, a missa de um mês, além do luto em todos os esportes até o fim de 2019. A homenagem realizada antes do Fla-Flu do dia 14 de fevereiro, no Maracanã, foi toda organizada e custeada pelo clube. Além disso, em todos os sepultamentos havia um representante do clube.

Mais uma vez o Flamengo reitera que continua à disposição das famílias para que tudo seja resolvido o mais rapidamente possível.

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