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Lembre dez momentos inusitados de Eurico Miranda no Vasco

12/03/2019 17h57

O ciclo de Eurico Miranda no futebol foi marcado por situações bastante curiosas. Um dos cartolas mais simbólicos da história do Vasco, ele colecionou episódios de reviravoltas fora e dentro campo, desavenças com jogadores e até com autoridades. O LANCE! traz algumas de suas histórias mais curiosas.

1969 - A MÃO DO EURICO

Há 50 anos, Eurico Miranda já mostrava que tinha a mão decisiva em assuntos ligados ao Vasco. No dia que poderia definir a cassação do presidente Reinaldo de Matos Reis, o então vice de patrimônio apagou as luzes, para evitar que a assembleia fosse realizada. A foto ganhou destaque com o título "A mão do Eurico".

1988 - JOGO DO 'APAGA A LUZ'

O Flamengo vencia o Vasco por 1 a 0 na primeira rodada do Carioca de 1988 quando o Maracanã ficou às escuras. Quando a luz estava prestes a ser restabelecida e o árbitro Jorge Félix já determinava o retorno dos jogadores, eis que Eurico Miranda entra em cena: o vice de futebol determina que todos os jogadores do Cruz-Maltino desçam para os vestiários e não continuem no jogo. Acatando a ordem, o time deixa o gramado. O Vasco tenta anular a partida no TJD, mas o Rubro-Negro vence por 1 a 0, no "jogo do apaga a luz".

1990 - CARAVELA DE PAPEL

O Botafogo venceu o Vasco por 1 a 0 e já dava a volta olímpica pelo título Carioca de 1990. Porém, o dirigente cruz-maltino interpretou que o regulamento previa 30 minutos de prorrogação em caso de revés e disse para o elenco esperar que o jogo recomeçasse. Como os botafoguenses seguiam comemorando, os jogadores pegaram uma caravela de papel de um "geraldino" e também comemoraram no Maracanã.

1996 - GOL SOFRIDO? INVASÃO DE CAMPO!

O Vasco acabara de sofrer um gol do Botafogo em um clássico válido pelo Brasileirão quando Antônio Lopes invadiu o campo, questionando impedimento de Túlio. Em meio à troca de tapas entre o técnico cruz-maltino e Jair Pereira, Eurico Miranda entrou no gramado do Maracanã e teve de ser contido. O dirigente só queria sair se o técnico alvinegro fosse expulso também.

O árbitro ficou por sete minutos no vestiário, esperando os ânimos se acalmarem, e expulsou Eurico Miranda e Antônio Lopes. Os vascaínos conseguiram a virada por 2 a 1, e foi a vez do presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, invadir o campo, perguntando se o árbitro foi pressionado.

1997 - UNIFORMES DA DISCÓRDIA

Vasco e Botafogo entraram em campo em jogo válido pelo Carioca de 1997 com calções da mesma cor. O árbitro Ubiraci Damásio determinou que o clube visitante trocasse de uniforme, mas o Glorioso não levara outra opção.

Mesmo diante disto (e da postura também irredutível do presidente do Botafogo), Eurico Miranda bate o pé:

- Não, porque não tem obrigação nenhuma de trocar!

Após 45 minutos de espera, o Vasco se dá por vencido e entra em campo de calções brancos. O Botafogo venceu por 2 a 1.

1999 - 'O SENHOR É UM IRRESPONSÁVEL!'

O Vasco empatava com o Paraná em 1 a 1 em jogo válido pelo Brasileirão de 1999 e, com a expulsão de Mauro Galvão, ficava com três jogadores a menos do que a equipe paranista (Alex Oliveira e Juninho foram expulsos anteriormente). Neste momento, Eurico Miranda saiu do túnel do vestiário e invadiu o campo, ovacionado pela torcida em São Januário.

Cercado por jornalistas, o vice de futebol partiu para cima de Paulo César Oliveira e o acusou:

- O senhor é um irresponsável. O senhor tá vendo, tem um estádio cheio!

O elenco do Vasco saiu de campo e a partida acabou aos 42 minutos do segundo tempo.

2000 - 'EDMUNDO NÃO VOLTA MAIS PARA O VASCO'

Eurico Miranda viveu às turras com Edmundo desde o período em que ele era jogador. Ao confirmar sua venda para o Palmeiras em 1993, o dirigente falou: "Eu não vendi um jogador, eu vendi um problema!".

Ao fim de sua terceira passagem, em meados de 2000, o mandatário garantiu:

- Edmundo tem chance zero de voltar ao Vasco. Ele nunca mais voltará ao Vasco. Depois do que fez, ele é quem tem de pagar ao Vasco.

O Bacalhau voltou por duas vezes: em 2003 e em 2008. No fim de sua vida, Eurico Miranda ficou às turras mais uma vez com o atacante, pela maneira como ele criticava sua gestão e por apoiar Júlio Brant.

2001 - SBT 'NO AR' NA REDE GLOBO

A cobertura em torno do acidente com o alambrado em São Januário trouxe uma retaliação de peso de Eurico Miranda. Irritado com a Rede Globo (detentora dos direitos de transmissão e que até fez um "Globo Repórter" sobre ele), o recém-eleito presidente fez o time entrar em campo com o logotipo do SBT.

A detentora dos direitos de transmissão se viu em uma saia justa: nos primeiros momentos, procurava dar closes apenas nos rostos dos jogadores. O revanchismo de Eurico rendeu algo curiosíssimo: a emissora de Silvio Santos pôde cobrir a festa do título no vestiário do Vasco.

2002 - ATRITO COM DINAMITE

Já como presidente do Vasco, Eurico Miranda causou uma polêmica em 2002, ao retirar Roberto Dinamite da tribuna de honra de São Januário no decorrer do empate em 3 a 3 com a Ponte Preta. Questionado, o mandatário afirmou, em entrevista à Rádio Globo:

- A questão é simples: a Tribuna de Honra de São Januário tem 68 lugares e seu acesso é feito exclusivamente por convite. Isso não é de hoje. O Roberto antes do jogo se dirigiu até a Tribuna e foi avisado de que não poderia ficar porque não tinha convite. Ele foi para outro lugar. Depois ele se encontrou com o Calçada que, passou por cima da minha ordem, e o chamou de volta.

Dinamite e Eurico, depois, se tornaram fortes adversários políticos no Vasco.

2015 - 'QUEM É SHEIK?'

Ao saber que Emerson Sheik, então jogador do Flamengo, ironizou o Vasco em uma entrevista, o mandatário soltou o verbo:

- Quem é Sheik? Quem é Sheik? É um monte de m... Eu não costumo falar sobre jogadores, mas jogador que tem que mudar de nome? Muita calma nessa hora. Qual é o entendimento que ele tem em relação a isso? Ele vai dizer que não precisa de cartaz. Mas só precisa é de cartaz. Faz um monte de m... Eu vou dar papo para Sheik? As pessoas têm que entender que quando se refere a pessoas, tudo bem. mas quando é a instituição, têm que lavar a boquinha. Porque estão muito longe da instituição.

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