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Filha diz que Emerson lhe ofereceu cargo na Fifa e depois "sumiu" há 3 anos

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Karolayne Alexandre da Rosa, filha do ex-volante Emerson Imagem: Reprodução
do UOL

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

2019-03-11T11:45:06

2019-03-11T16:45:12

11/03/2019 11h45Atualizada em 11/03/2019 16h45

A filha mais velha do ex-volante Emerson, Karolayne, de 21 anos, esteve em um programa da emissora italiana "Canal 5" para falar sobre sua relação com o ex-jogador. Durante a entrevista, ela disse não encontrar o pai há mais de três anos e que ele lhe ofereceu um cargo na Fifa, na gestão de Gianni Infantino.

"É muito difícil para mim estar aqui hoje, porque não falei com ele durante esses anos. Para mim, falar sobre isso me dói muito. Faz três anos que não vejo meu pai. Passei o Natal com ele no Brasil e o Ano Novo com a minha mãe. Desde então, nunca mais falei com ele", disse.

Emerson se separou da mãe de Karolayne, Sônia, em 2003, quando a menina tinha cinco anos. Em 2007, os dois travaram uma disputa judicial por causa da pensão que o então jogador do Real Madrid teria que pagar para ela e para a filha. A Justiça decidiu que deveriam ser pagos 20 mil euros a Sônia e a mesma quantia a Karolayne. Além disso, Emerson poderia ver a filha duas vezes por mês em Roma e ter mais 10 dias com ela durante as férias.

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Imagem: Reprodução/Instagram

O último encontro de Karolayne com Emerson teria acontecido no Natal de 2015. De acordo com o relato, ela passou as festividades junto com o ex-jogador no Brasil. "Passamos um Natal belíssimo, foi tudo bem, com a esposa dele também".

Karolayne diz que depois o pai ligou para ela para oferecer uma vaga de emprego na Fifa como secretária do presidente Gianni Infantino. "Ele me ligou dizendo que tinha uma notícia muito boa para me dar. Eu jogava tênis, então achei que fosse uma notícia sobre o tênis, em vez disso, ele disse que o presidente da Fifa estava procurando uma secretária e ele pensou em mim, já que falo diversos idiomas, estudo business".

"Era meu primeiro ano de faculdade, e eu disse: 'olha, pai, é uma grande oportunidade, mas acho que preciso terminar a faculdade antes'. E como jogava tênis, queria investir ao menos mais uns anos na minha carreira".

A filha de Emerson diz que na última vez que os dois se falaram por telefone, ele pediu para ela visitá-lo em Miami, nos Estados Unidos, onde mora. "Eu disse 'vem me ver, estou em Roma'. E ele me disse 'vem você me encontrar, porque estou em Miami'. Mas não sei nem o endereço dele".

Karolayne disputa torneios de tênis desde os 16 anos. Atualmente, ela ocupa a 853ª posição do ranking da WTA, mas não entra em quadra desde agosto do ano passado, quando perdeu para Dalila Spiteri nas oitavas de final do Future de Sezze, na Itália.

"Meu pai não gostava que eu jogasse tênis, quem me apoiava era minha mãe. Ele, como um campeão, preferia que eu estudasse. Mas eu estudo também, terminei a escola, estou na faculdade", afirmou.

Em contato com o UOL Esporte, Emerson diz ter conversado com a filha por telefone hoje (11) e afirmou que as falas dela foram tiradas deturpadas pelo programa italiano. De acordo com ele, os dois não se encontram há algum tempo por causa de compromissos profissionais dos dois.

"Que a gente está há um bom tempo sem se ver é verdade, mas não porque não queremos isso. Ela disputa torneios de tênis, eu trabalho também. Com essas questões, acabou que a gente não conseguiu se ver".

Emerson foi campeão da Libertadores com o Grêmio em 1995. Na Europa, colecionou passagens por Roma, Juventus, Real Madrid e Milan. Com a camisa da seleção brasileira, conquistou a Copa América de 1999 e a Copa das Confederações de 2005. Ele seria o capitão na Copa do Mundo de 2002, mas foi cortado ainda na preparação para o torneio por causa de uma lesão sofrida em um treino.

Errata: o texto foi atualizado
Foi informado que o último encontro de Karolayne e Emerson foi no Natal de 2016, quando na verdade foi no Natal de 2015.

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