PUBLICIDADE
Topo

Quem eram os jogadores do Brasil no game International Superstar Soccer

01/03/2019 00h27

No final de 1994, a desenvolvedora de jogos japonesa Konami lançou o game de futebol International Superstar Soccer, um grande avanço à época pelos gráficos e jogabilidade mais avançada, que imediatamente se tornou um sucesso em todo o mundo. Sem ter os direitos autorais sobre os nomes de jogadores reais, a empresa foi obrigada a criar nomes fictícios para os craques virtuais.

O grande mistério para os amantes e usuários do International Superstar Soccer chegou ao fim, na última quarta-feira, quando a Konami, empresa criadora do videogame, revelou quais jogadores serviram de inspiração na criação dos personagens. Na Seleção Brasileira, o maior mito de todos foi Allejo, inspirado no ex-jogador Bebeto, um dos heróis do tetracampeonato na Copa de 94. O ex-camisa 7 festejou bastante a revelação:

- Muito bacana a repercussão que está acontecendo por conta da revelação da Konami. Pra quem ainda não sabe, o famoso Allejo foi inspirado em mim. Estou muito honrado com a homenagem e quero saber: quantos gols você já fez com esse outro craque da camisa 7? - postou Bebeto em rede social.

Confira os outros craques que serviram de inspiração para a Seleção Brasileira do vídeo-game.

DA SILVA

O camisa 1 "Da Silva" foi inspirado em Zetti, um do grandes nomes do gol do São Paulo e goleiro reserva da Seleção Brasileira campeã do mundo em 1994. O hoje treinador da mesma posição também marcou época por jogar de calças compridas.

CICERO

O hoje treinador da Ponte Preta, Jorginho, inspirou o personagem Cicero. Ele é, até hoje, uma das principais referências na lateral direita da Seleção Brasileira, pela qual atuou entre 1987 e 1995, disputando 64 jogos oficiais, 11 deles em Copas do Mundo. Jorginho também fez parte do elenco do tetra em 1994.

PACO

O Zagueirão Ricardo Rocha inspirou o personagem Paco. Em 1994, Rocha vivia uma das melhores fases da carreira no Vasco da Gama e foi para os Estados Unidos como titular da zaga brasileira. No jogo de estreia, no entanto, acabou saindo lesionado e não conseguiu voltar. A pedido do grupo, permaneceu com o time até o fim, pelo seu seu bom humor nos vestiários, apontado por muitos colegas de elenco como um dos fatores determinantes na conquista.

VINCENTO

Vicento, o outro zagueiro da Seleção Brasileira do game foi inspirado em Ricardo Gomes . Em 1994, Ricardo era um dos zagueiros preferidos de Carlos Alberto Parreira, mas acabou cortado antes do Mundial por uma lesão ainda nas Eliminatórias, em jogo contra El Salvador, dando lugar a Ronaldão, ex-São Paulo.

ROCA

Zinho foi a inspiração para o personagem Roca. O camisa 9 da Seleção de 1994 foi um dos comandantes do meio de campo do time de Parreira na conquista do Tetra. Revelado pelo Flamengo, foi destaque também no Palmeiras e era uma das peças de confiança do treinador naquele ano.

FERREIRA

Leonardo deu origem a Ferreira. Foi lateral-esquerdo do Brasil de 1994 e titular na Copa até as oitavas de final, contra os Estados Unidos, no feriado nacional de 4 de julho. Ficou marcado pela cotovelada que deu em Tab Ramos, que lhe rendeu o cartão vermelho na partida.

SANTOS

Dunga inspirou a criação do craque virtual Santos. Chegou ao time de Parreira em 1994 questionado por boa parte da imprensa e da torcida por ser considerado um dos símbolos da eliminação do Brasil na Copa de 1990. Ganhou a bracadeira de capitão e tornou-se uma das referências de raça do elenco. Também foi capitão na Copa da França em 1998.

PARDILLA

Pardilla foi inspirado em Mauro Silva. Em 1994, era o típico volante "cão-de-guarda" da Seleção de Parreira. Na final contra a Itália, quase ficou próximo de se tornar herói quando arriscou um chute de longe, que o goleiro Pagliuca deixou escapar e viu a bola caprichosamente parar na trave direita.

BERANCO

O polivalente Mazinho era Beranco no game da Konami. Atuava como lateral-direito, esquerdo e volante. Em 1994, jogava pelo Palmeiras. Na Copa ganhou a vaga como titular no decorrer do torneio, na vaga de Raí. Sua presença no time ajudou o Parreira a montar uma formação que "não tomasse gol" e ajudasse a servir Bebeto e Romário.

ALLEJO

Um dos heróis do Tetra, Bebeto foi também o maior mito dos games, Allejo. Ao lado de Romário, formou uma das duplas de ataque mais afinadas da história recente da Seleção. Na Copa de 94 eternizou a famosa comemoração do"embala neném", em homenagem a seu filho, Matheu, que estava prestes a nascer naquele ano.

GOMEZ

Romário era Gomez no mundo virtual. O Baixinho foi o grande nome da Seleção do tetra. Das sete partidas da campanha brasileira, só não marcou no 1 a 0 contra os Estados Unidos (mas deu o passe para o gol de Bebeto) e na final contra a Itália.

Esporte