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Boca pode deixar Bombonera por novo estádio. Relembre palcos lendários que foram deixados

01/03/2019 21h33

Desde 2011, quando assumiu a presidência do Boca Júniors, Daniel Angelici não esconde a intenção de tirar o clube argentina de La Bombonera e construir uma arena para 80 mil pessoas. Na opinião do mandatário, o antigo estádio não comporta mais a "hinchada" auriceleste, que soma 200 mil sócios-torcedores.

A ideia enfrenta resistência da torcida do Boca, que, em 2016, se organizou nas redes sociais em torno do lema "da Bombonera não vamos". No entanto, a medida não seria novidade nos últimos anos. Arsenal, Grêmio e Juventus são exemplos de times que abandonaram estádios tradicionais e seguiram para arenas modernas. Relembre os casos:

Grêmio: do Olímpico para a Arena Grêmio

Em 2012, o Grêmio deixou o lendário Estádio Olímpico, de tantas conquistas para o tricolor, e se mudou para a Arena Grêmio, atual casa do clube. No princípio, o clube sofreu com a falta de identificação entre a torcida e o novo estádio, além de polêmicas envolvendo a "avalanche" gremista. Hoje, depois de uma Copa do Brasil e uma Libertadores, a parceria está mais do que consolidada.

Arsenal: do Highbury para o Emirates Stadium

Entre os clubes que trocaram de casa, o Arsenal é o que encontra mais obstáculos para voltar a ser competitivo. Desde 2006 no Emirates, a 500 metros do antigo Highbury Park, no norte de Londres, o time mais popular da cidade ainda não comemorou título na nova arena.

E o principal motivo, é, justamente, a arquitetura financeira que a diretoria dos Gunners precisou conceber para fazer a mudança. Sem subsídio por parte do governo britânico, a holding que administra o Arsenal obteve empréstimo de 260 milhões de libras de um grupo de seis bancos, liderado pelo Banco Real da Escócia, e até hoje, paga pelo acordo.

Juventus: do Delle Alpi para o Juventus Stadium

A Juventus, por sua vez, foi obrigada a mudar de estádio. Construído para a Copa do Mundo de 1990, o Delle Alpi, antiga casa do clube, nunca despertou apreço dos torcedores "biancoreri". A média por jogo no Campeonato Italiano de 2004/2005, por exemplo, mesmo com o título, foi de 26.883. A principal reclamação era a distância entre o campo e as arquibancadas, separados por cerca de 28 metros.

Na primeira temporada da nova casa, 2011/2012, na qual conquistou o Italiano, o clube triplicou sua arrecadação, de 11,6 milhões de euros, para 31, 8 milhões de euros. Naquela temporada, a média ultrapassou a marca dos 37 mil torcedores.

Manchester City: do Maine Road para o Etihad Stadium

Em 2008, ainda em os milhões do Abu Dhabi United Group, o Manchester City fez um acordo para utilizar o, na época, estádio Cidade de Manchester, construído para os Jogos das Comunidades Britânicas em 2002. O clube pagou apenas pela construção de bares e restaurantes, e paga de aluguel ao município apenas a metade dos ingressos do público que exceder a capacidade do antigo Maine Road, de 35 mil.

O acordo de naming rights com a companhia aérea Etihad, que começou em 2011, vale por 10 anos e rende 350 milhões ao City. O contrato também incluiu os atual centro de treinamento da equipe, que custou 100 milhões de libras.

Porto: do Estádio de Antas para o Estádio do Dragão

Os principais clubes portugueses trocaram de estádio a partir do dia 12 de outubro de 1999, quando Portugal foi anunciado sede da Eurocopa de 2004. O Benfica reconstruiu o Estádio da Luz, enquanto o Porto deixou o Estádio de Antas e levantou o Dragão, que foi palco da abertura da competição europeia de seleções.

Inaugurado em 2001, a nova casa do Porto marcou o início da era mais vitoriosa da história do clube. Desde aquele ano, o clube venceu 10 de 16 Ligas Portuguesas disputadas até então.

Espanyol: do Sarriá para Montjuïc; do Montjuïc para o Cornellà-El Prat

O Espanyol, de Barcelona, entre 1923 e 1997, mandou seus jogos no estádio de Sarriá. Com problemas financeiros, no entanto, o clube se viu obrigado a vender o terreno de sua antiga casa e passou a mandar seus jogos no Estádio Olímpico Lluís Companys, renovado para as Olimpíadas de 1992, de capacidade para 56 mil torcedores.

Em 2009, buscando a voltar a ter um estádio próprio, o clube catalão inaugurou o RCDE Stadium, conhecido popularmente como Estádio Cornellà-El Prat por estar na divisa entre os municípios de Cornellà de Llobregat e El Prat de Llobregat. A nova casa do Espanyol pode abrigar 40.500 torcedores.

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