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Flu na norte e Vasco na sul? Clássico marca a 'final política' na Taça GB

17/02/2019 09h01

Era para ser somente uma decisão de Taça Guanabara. Fluminense e Vasco entrariam em campo no próximo domingo, às 17h, no Maracanã, para jogar futebol e decidir quem ficaria com o troféu. O problema é que a confusão extra-campo sobre o lado das torcidas nas arquibancadas deu combustível para o clássico fora de campo: mais do que o título, vale a posição de ambos na questão Maracanã - que também pode ser de portões fechados.

A briga é antiga, mas o LANCE! explicou todos os detalhes que marcaram a véspera do clássico. Com a situação definida, a final da Taça Guanabara saiu das quatro linhas e ganhou o campo política. Pedro Abad, presidente do Fluminense, manteve o tom firme durante a sua coletiva e convocou o torcedor para a "guerra" - não na violência, mas no canto das arquibancadas.

- Diferentemente, o Fluminense não foge da briga. Não houve acordo. O Fluminense não cedeu a nada. O presidente da FERJ sugeriu que o jogo fosse feito no Nilton Santos. O Fluminense não concorda com isso, mas chamamos nosso torcedor para a guerra. Se tiver confusão, se tiver briga, se tiver morte, a responsabilidade é das pessoas que produziram essa aberração - declarou.

Se a relação entre os clubes era conflituosa na época de Peter Siemsen e Eurico Miranda, chegou a relembrar os velhos tempos. Quando perguntado se houve má fé por parte do Vasco nas relações com o Maracanã e na venda de ingressos para o clássico, o presidente se esquivou por questões jurídicas, mas deixou clara o descontentamento com a situação.

- Questões jurídicas me impedem de dizer o que realmente quero dizer, mas acredito que foi a tentativa de criar um fato consumado. Foi uma estratégia - disse o presidente.

Do outro lado, Alexandre Campello não fica muito atrás. O presidente do Vasco tratou de frisar que o Fluminense, ao assinar o atual contrato com o consórcio Maracanã, quebrou uma tradição do futebol carioca, já que é preciso, de acordo com suas palavras, respeitar os costumes de um estádio que não possui dono.

- Eu acho que isso foi criado em 2013, quando o Fluminense firmou esse contrato e festejou, desrespeitando uma tradição. Não foi levado em consideração que o fato de que o Maracanã é um estádio público, que pertence ao estado do Rio de Janeiro, e que por mais de 50 o setor Sul foi utilizado pelo Vasco. A partir daquele momento, foi criado essa animosidade e ela perdura, e acho que vai perdurar até que a gente ache outra solução diferente - finalizou.

A relação pessoal entre Abad e Campello não é ruim, pelo contrário. Além, claro, dos conflitos de rivalidade que os clubes vivem, é possível lembrar que ops dois estavam unidos prestando solidariedade ao Flamengo há pouco mais de uma semana. Porém, o barril de pólvora entre os clubes voltou a explodir. Fluminense e Vasco entrarão em campo para decidir mais que o título.

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