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Outra vez... Lembre 10 confusões da história do futebol carioca

16/02/2019 17h27

O impasse entre Vasco e Fluminense sobre qual torcida ocupará o Setor Sul do Maracanã continua a causar polêmica às vésperas da final Taça Guanabara de 2019. Mesmo com uma reunião na Ferj, mandatários dos dois clubes não chegaram a um acordo sobre quem ficará no local (entenda o que alega cada clube aqui).

No entanto, o desacordo entre tricolores e vascaínos não é o primeiro momento de turbulência na história do futebol carioca. O LANCE! recorda outras confusões marcantes no "campeonato mais charmoso do país".

CLÁSSICOS COM TORCIDA ÚNICA? - 2017

A morte do torcedor botafoguense Diego Silva dos Santos, de 28 anos, antes do clássico em que o Botafogo perdeu por 2 a 1 para o Flamengo, no Nilton Santos em 12 de fevereiro de 2017, fez o MP-RJ e o Juizado Especial dos Torcedores tomarem uma medida drástica: determinou que clássicos no Rio de Janeiro só ocorressem com torcida única. Semanas depois, Flamengo e Vasco tiveram de deslocar a semifinal da Taça Guanabara para Volta Redonda, onde o clássico poderia ter torcida mista.

O grande impasse, porém, ocorreu na decisão da competição: Fluminense e Flamengo iriam jogar no Nilton Santos e, a princípio, só haveria presença de tricolores (mandantes da partida). Após uma semana de guerra de liminares, na qual foi ventilada até a possibilidade do clássico ser realizado sem torcida, foi batido o martelo. Com a presença das duas torcidas, o Fla-Flu ocorreu. No tempo normal, houve empate em 3 a 3 e, nos pênaltis, o Tricolor das Laranjeiras venceu por 4 a 2.

FLA-FLU DA MORDAÇA - 2015

Em sinal de protesto contra o regulamento do Campeonato Carioca de 2015, que previa punições a quem criticasse a competição, jogadores de Flamengo e Fluminense entraram em campo no Maracanã taparam suas bocas. Então treinador rubro-negro, Vanderlei Luxemburgo também protestara durante a semana, ao colocar um esparadrapo em sua boca.

No decorrer do Fla-Flu, o tricolor Fred soltou o verbo ao ser expulso: "O Campeonato Carioca tem que acabar. Acaba, Carioca!".

É CAMPEÃO... COM SETE ANOS DE ATRASO - 2009

Devido a uma crise entre os clubes a Ferj, o Campeonato Carioca foi bastante esvaziado pelos grandes clubes (que utilizaram reservas) com um regulamento confuso. Após o Americano vencer a Taça Guanabara e a Taça Rio, houve a realização de uma Terceira Fase. A equipe de Campos foi à final, mas perdeu o título para o Fluminense.

No entanto, o Tricolor das Laranjeiras viu o título parar nos tribunais. O Bangu queria a anulação do jogo válido pela semifinal, devido a um gol mal anulado do goleiro Eduardo nos acréscimos do empate em 0 a 0. Somente em 2009, o Fluminense foi oficializado como campeão carioca.

CAMPEONATO CARIOCA DOS WO's - 1998

O Campeonato Carioca de 1998 também trouxe turbulências. Irritados com as alterações na tabela solicitadas pelo Vasco (que também disputava a Copa Libertadores), Flamengo, Fluminense e Botafogo decidiram abandonar a competição.

O Rubro-Negro e o Glorioso não compareceram aos seus respectivos clássicos diante do Gigante da Colina no Maracanã. Já no Ítalo Del Cima, ocorreu algo inusitadíssimo: Flamengo e Fluminense não entraram em campo para a realização do clássico.

UNIFORMES DA DISCÓRDIA - 1997

Na edição de 1997, Vasco e Botafogo protagonizaram uma situação curiosa em São Januário. Ao entrar em campo, as duas equipes estavam com calções da mesma cor. O árbitro Ubiraci Damásio determinou que o clube visitante trocasse de uniforme, mas o Glorioso não levara outra opção.

Do lado cruz-maltino, contudo, o vice de futebol, Eurico Miranda, bateu o pé e disse que a equipe também não trocaria de uniforme. Após 45 minutos de impasse, o mandatário Antônio Soares Calçada decidiu e o Vasco usou calções brancos. O Botafogo venceu por 2 a 1.

A PARALISAÇÃO DO CARIOCA - 1997

O Estadual de 1997 ainda foi marcado pela controversa manobra do então vice de futebol do Vasco, Eurico Miranda. Como o Vasco tinha quatro jogadores convocados para Seleções (Carlos Germano e Edmundo defendiam a Seleção Brasileira na Copa América, enquanto Felipe e Pedrinho estavam na Seleção Sub-20), a competição foi paralisada. Irritado, o Flamengo decidiu abandonar a competição e perdeu por WO os jogos contra Americano e o Cruz-Maltino.

AMEAÇA DE LIGA - 1993

Devido a suspeitas de manipulações de resultados, Botafogo, Flamengo e Fluminense ameaçaram não disputar o Campeonato Carioca de 1994. Foi ventilada a criação de uma Liga Carioca de Futebol. No entanto, a ideia não saiu do papel.

UM TÍTULO, DUAS VOLTAS OLÍMPICAS - 1990

Sobrou polêmica na decisão do Campeonato Carioca de 1990. Em campo, o Botafogo venceu o Vasco por 1 a 0, com gol de Carlos Alberto Dias, e celebrou o seu bicampeonato carioca com uma volta olímpica.

No entanto, o Cruz-Maltino interpretou que o regulamento previa que, em caso de derrota para o Glorioso, estava prevista uma prorrogação de 30 minutos. Após esperarem, os jogadores do Vasco pegaram uma caravela de papel de um torcedor e também deram também uma volta olímpica. Passados dois meses, o TJD-RJ definiu o Botafogo como campeão carioca.

PAPELETAS AMARELAS - 1986

Em dezembro de 1986, estourou o "Escândalo das Papeletas Amarelas". De acordo com matéria divulgada pela revista "Placar", foi descoberto um esquema de suborno do então presidente do Flamengo, George Helal, a árbitros, com o objetivo de favorecer a equipe da Gávea em duelos contra times de menor investimento no Carioca.

Após uma longa investigação, nada foi comprovado contra o então mandatário do clube.

SURTO DE DENGUE - 1986

O Campeonato Carioca de 1986 ainda rendeu outra situação curiosa. O Fluminense viu seu sonho do tetracampeonato interrompido por um surto de dengue que acometeu parte do time às vésperas do jogo contra o Americano. O clube tentou recorrer, mas, no tapetão, perdeu por WO a partida.

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