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CEO da OpenAI promete GPT-5 'mais inteligente' e dá pistas sobre ferramenta

Sam Altman, CEO da OpenAI - Lucy Nicholson/Reuters
Sam Altman, CEO da OpenAI Imagem: Lucy Nicholson/Reuters
do UOL

Colaboração para Tilt, do Rio de Janeiro

10/07/2024 16h57Atualizada em 10/07/2024 17h11

O futuro da inteligência artificial generativa promete ser revolucionário, e o GPT-5, próxima versão do modelo de linguagem da OpenAI, está no centro dessas mudanças. O CEO da empresa, Sam Altman, não esconde a empolgação com o projeto, mas também mantém os pés no chão, reconhecendo os desafios que ainda precisam ser superados.

Em entrevista recente durante o Aspen Ideas Festival, Altman deu algumas pistas sobre o desenvolvimento do GPT-5, que incluem: melhorias no raciocínio e confiabilidade, capacidade multimodal (texto, imagens e vídeo) e a possibilidade de agentes autônomos de IA.

Ele também não poupou críticas ao GPT-4, descrevendo-o como "um pouco embaraçoso" e admitindo que comete erros "que nem mesmo uma criança de seis anos cometeria". Essa autocrítica reforça a ambição da OpenAI em alcançar melhorias significativas com o GPT-5.

Mas o desenvolvimento da nova ferramenta não é tarefa fácil. A OpenAI enfrenta desafios complexos de algoritmos e dados, além da necessidade de uma melhoria radical nas habilidades de raciocínio do modelo. Altman comparou o processo ao desenvolvimento do primeiro iPhone: "Ainda tinha bugs, mas era bom o suficiente para ser útil".

A OpenAI também já afirmou que o atual ChatGPT "será ridiculamente ruim" comparado ao que veremos nos próximos doze meses, uma clara alusão ao salto que o GPT-5 implicará.

Apesar da empolgação, é importante moderar as expectativas. O lançamento do GPT-5, inicialmente especulado para meados de 2024, foi adiado para o final do ano, na melhor das hipóteses. Além disso, a experiência com o GPT-4 mostrou que o número de parâmetros não é um indicador preciso das capacidades do modelo.

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