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Só Track Boa: Festival atrai público novato em eventos de música eletrônica

O Só Track Boa foi o primeiro festival de música eletrônica de Jessie Araújo, 33, micropigmentadora  - Alexandre de Melo/Splash
O Só Track Boa foi o primeiro festival de música eletrônica de Jessie Araújo, 33, micropigmentadora Imagem: Alexandre de Melo/Splash
do UOL

Alexandre de Melo

Colaboração para Splash, em São Paulo

15/06/2024 10h44

DJs internacionais e nacionais consagrados transformaram a Neo Química Arena, estádio do Corinthians, em São Paulo, em enormes pistas de dança, no primeiro dia do Festival "Só Track Boa", na noite de sexta-feira (14).

Festival atrai público de primeira viagem

"Sempre curti nas festas, mas é a minha primeira vez em um festival de música eletrônica. Estou adorando", explica Jessie Araujo, 33, micropigmentadora. Antes de conversar com Splash, ela estava dançando com os olhos fechados, sorriso no rosto, usando um chapéu de cowboy.

"Eu já fui em festivais e trouxe meus amigos para conhecer a festa. A música eletrônica está perdendo o estigma de música de 'doido' e drogado'. É um estilo musical que toca as pessoas e estou adorando que os artistas brasileiros estão conquistando cada vez mais espaço", analisou Juliana Marques, 30, arquiteta.

Juliana Marques celebrou os DJs brasileiros no Só Track Boa - Alexandre de Melo/Splash - Alexandre de Melo/Splash
Juliana Marques celebrou os DJs brasileiros no Só Track Boa
Imagem: Alexandre de Melo/Splash

Já Douglas Correa, 30 anos, comerciante e morador de Itaquera, teve uma primeira vez peculiar: "Eu sou palmeirense e amo música eletrônica, por isso, me permiti vir pela primeira vez em um evento aqui no estádio do Corinthians. Pô, pertinho de casa", conta. Ele aguardava na fila para fazer uma tatuagem gratuitamente no posto da Venice Ink, uma das atrações do festival, que ainda contou com salas de massagem, locais para jogar games de realidade aumentada, salas interativas e mini curso de DJ.

O casal Isaac da Silva, 23, supervisor de Pet Shop, e Gabriela Silva, 23, analista, mora em Diadema. Eles levaram 2 horas para chegar até o estádio do Corinthians. "Muito trânsito. E olha que a gente pegou um Uber na Augusta. Teria sido mais fácil ter vindo de metrô, mas agora já foi", diz Gabriela.

Gabriela e Isaac, de Diadema, curtem o primeiro Só Track Boa, na Neo Química Arena - Alexandre de Melo/Splash - Alexandre de Melo/Splash
Gabriela e Isaac, de Diadema, curtem o primeiro Só Track Boa, na Neo Química Arena
Imagem: Alexandre de Melo/Splash

"A gente acompanha o Vintage Culture e o festival Só Track Boa há muito tempo, mas a gente nunca veio por conta da distância e preços dos ingressos. Depois de economizar e fazer uma estratégia de deslocamento, esse ano a gente conseguiu pela primeira vez e estamos vibrando com todos os palcos e atrações, apesar da estratégia para chegar ter falhado um pouco", afirma Isaac.

Line - up "made in Brazil"

Os artistas estrangeiros foram celebrados: Kölsch, Gorgon City, Adam Beyer, e Korolova empolgaram a multidão no primeiro dia do Só Track Boa.

No entanto, o público vibrou ainda mais com os DJ brasileiros Anna e Vintage Culture (Lukas Ruiz Hespanhol, um dos fundadores da festa), Kenya20hz, Mochakk, Dubdogz (os gêmeos Lucas e Marcos Ruback) e Cat Dealers (Pedrão e Lugui).

Público no primeiro dia do festival Só Track Boa - Taiana Nunes - Taiana Nunes
Público no primeiro dia do festival Só Track Boa
Imagem: Taiana Nunes

Estes últimos fecharam o palco principal com um Back to Back (ou B2B), a forma como os fãs de música eletrônica se referem à apresentação quando dois DJs tocam um set juntos.

O segundo dia da festa acontece neste sábado (15) a partir das 17h. Entre as atrações nacionais, o público conta que as maiores expectativas estão reservadas para acompanhar os sets dos brasileiros Curol, Victor Lou e Mila Jornné. Os DJs estrangeiros mais comentados foram Franky Rizardo, Massano, Camelphat.

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