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Fernanda Lima sobre morte do pai: 'Eu andava no meio do mato e gritava'

Fernanda Lima, com o pai, Cleomar - Reprodução/Instagram
Fernanda Lima, com o pai, Cleomar Imagem: Reprodução/Instagram
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/12/2020 09h20

Fernanda Lima, que perdeu o pai em julho, por complicações causadas pela Covid-19, contou como enfrentou o luto. Em entrevista ao canal de Astrid Fontenelle no YouTube, a apresentadora revelou que a conexão com a natureza foi fundamental nesse momento doloroso.

"No dia 18 de março, quando começou a história de se recolher, a gente pegou o carro de São Paulo e foi para o Rio. Ficamos lá quatro meses direto, sem sair, somente nós. Óbvio que minha relação com a família já é muito grudada. Estamos sempre juntos. Mas a minha relação com a natureza, de uma maneira geral, foi muito, muito intensa", começou ela.

"Todo mundo sabe que perdi meu pai. Foi um processo bastante doloroso. Durante esses quatro meses, durante toda essa tortura que a gente passou, andava todo dia no meio do mato sozinha e gritava, de verdade. Eu berrava. Para todos os recursos que eu pudesse ter. E também para ele. E eu chorava, mas eu chorava um choro primitivo. Aquele choro que você só consegue chorar sozinha. Óbvio que o Rodrigo (Hilbert, seu marido) me deu muito colo. Minha família foi muito importante. Mas você chora e uma hora tu para. Porque tipo: 'Ah, não vou ficar aqui chorando na frente de todo mundo'. Dava uma vergonha chorar. Foi muito importante para mim, essa coisa de estar perto da natureza, porque na natureza eu me libertei, libertei minha dor, libertei meu grito visceral", completou.

Fernanda, que é mãe dos gêmeos João e Francisco, de 12 anos, e de Maria, de 1, também considera a relação com a caçula um dos seus pilares em 2020.

"Maria foi um presente para mim. É a minha menina, minha companheira. Eu engravidei, sei lá, com 41 anos. Foi uma gravidez um pouco mais tarde. Eu estou para ela o tempo todo. E tem sido gratificante estar com ela, tê-la. Ela não me deixa dormir. Passamos a noite inteira acordadas. Ela mama três vezes à noite. E eu acordo assim, com este sorriso. Ela acorda, digamos, à 1h, às 4h e às 7h. Então, a cada acordada, dou a mamada e fico ali olhando para ela. É lindo. É fogo também porque fico cansada. Mas tem sido muito legal e importante para mim. Ela está me preenchendo de amor. Não só a mim, mas a todo mundo aqui em casa", contou.

A loira já havia falado recentemente que não dorme direito há um ano por conta da rotina com a bebê.

Ela também revelou que no período de quarentena aprendeu a fazer tricô com a sogra, e aproveitou para se dedicar à fotografia. "Foi uma temporada em que eu fotografei muito os meus filhos, principalmente o encontro dos 'guris' com a Maria, são memórias, imagens que eu nunca vou me esquecer".

Quando questionada sobre sua maior descoberta afetiva nesse período, Fernanda disse que se surpreendeu com o afeto que recebeu nas redes sociais. "Para eu aliviar minha dor e minha tormenta com a meditação, eu resolvi também fazer 'um minuto para superar a dor' com a meditação a pessoas que não tem acesso a essa informação, e eu descobri que é muita gente. Foi super gratificante porque a resposta foi imediata", comentou ela.

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