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Universal apura caso de homofobia e diz que gays seguem bem-vindos

Drag Sophia Barclay - Arquivo pessoal
Drag Sophia Barclay Imagem: Arquivo pessoal
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

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Colunista do UOL

16/10/2020 00h18

Resumo da notícia

  • Drag e influencer diz que foi ofendida por segurança da Igreja
  • Ela também relatou ter visto um segurança armado no templo
  • Sophia é fiel da Igreja Universal há pelo menos cinco anos
  • Igreja diz que caso não condiz com fé da casa e que vai apurar

Em nota enviada a esta coluna, a Igreja Universal do Reino de Deus afirmou que está apurando a denúncia da fiel, drag queen e apresentadora Sophia Barclay, publicada ontem aqui.

Sophia relatou ter sido vítima de ofensas e homofobia em um templo da Igreja Universal, na zona oeste do Rio, na semana passada.

A igreja afirma que está apurando o caso, e que ele "não condiz com o procedimento" da instituição.

Cinco anos atrás o próprio bispo Edir Macedo anunciou de própria voz que os gays eram bem-vindos aos tempos e cultos de sua igreja.

A UNIcom, setor de Comunicações da igreja, afirmou que o incidente será usado para devidas orientações aos envolvidos.

Sophia afirma ter sido ridicularizada e que foi alvo de chacota por parte de um segurança do templo de Santa Cruz, zona oeste do Rio. Tudo, segundo ela, porque estava maquiada e vestida como se sente melhor.

Ela frequenta a Universal há cinco anos e diz que foi a primeira vez que foi humilhada em público.

Leia a íntegra da nota da Universal:

Senhor jornalista,

Como um dos principais alvos do preconceito no Brasil, a Igreja Universal do Reino de Deus é rigorosamente contra qualquer tipo de discriminação, a qualquer pessoa.

A Universal sempre foi conhecida como um lugar que acolhe a todos, independentemente de seu passado ou presente, pois essa é a base da fé cristã.

Segundo sua própria declaração, Sophia Barclay frequenta a Universal há cinco anos e, portanto, sabe que o incidente citado não condiz com o procedimento normal da Igreja.

Sophia e todas as pessoas da comunidade LGBT continuam sendo bem-vindas nos cultos da Universal.

Os fatos do incidente estão sendo apurados e serão usados para as devidas orientações aos envolvidos.

Solicitamos que estes esclarecimentos sejam publicados na íntegra. (UNIcom — Departamento de Comunicação Social e de Relações Institucionais da Universal).

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook, Instagram e site Ooops

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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