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Geisy revela experiência com cinto de castidade e noite desastrosa em swing

Geisy Arruda lançará em breve o livro "Desejo Proibidio" - Reprodução/Instagram
Geisy Arruda lançará em breve o livro 'Desejo Proibidio' Imagem: Reprodução/Instagram
do UOL

Felipe Pinheiro

Do UOL, em São Paulo

05/08/2020 04h00

Geisy Arruda se aventura em novos contos eróticos com o livro digital "Desejo Proibido", continuação de "O Prazer da Vingança" —que marcou a incursão da influenciadora digital no universo da literatura erótica, lançado no ano passado.

Nas novas histórias, ela mais uma vez recorre a experiências pessoais para narrar a saga de Gisele, uma "heroína safada", em suas palavras, que nada mais é do que uma espécie de seu alter ego.

Isso porque muitos dos contos são inspirados em situações reais, e sempre picantes, vividas por ela.

Sexo no avião, por exemplo, é um fetiche clássico e que será contemplado na obra

O que instiga Geisy a escrever contos eróticos?

Faço questão de escrever putaria com uma história, porque nada me brocha mais do que ver filmes pornôs que não têm história alguma. As pessoas se olham, gozam e acabou. Gosto do contexto, das preliminares e trago isso para o meu livro.

Vou de táxi?

Em "Desejo Proibido", Geisy revive na pele de sua protagonista uma de suas histórias mais polêmicas e que acabou se tornando pública em uma entrevista para Danilo Gentili no extinto "Agora É Tarde", na Band, em 2012.

O conto "Bandeira 2" traz detalhes sobre um episódio em que ela transou com um taxista para não pagar a corrida. Geisy era contratada da Record e quase perdeu o emprego depois de compartilhar essa história com Gentili.

"Fui chamada pela direção do programa do Gugu [na época ela trabalhava no quadro 'Escolinha do Gugu'] e ganhei uma suspensão. Foi por conta dessa minha entrevista. O Gentili me mandou uma caixinha de bombom pedindo desculpas, que não tinha sido a intenção dele. Eu me empolguei demais e comecei a falar sobre meus fetiches, loucuras e desejos proibidos."

Cinto de castidade

Depois de fazer uma imersão no mundo do BDSM [Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo] para seu primeiro livro, Geisy decidiu experimentar por alguns dias uma peça chamada "cinto da castidade", que consiste em, literalmente, trancar as partes íntimas com um cadeado. Dessa experiência surgiu o conto "A Chave".

Pedi um cinto sob medida e usei por alguns dias. É gelado! É muito estranho aquele ferro com um cadeado e uma chave tampando a minha arrudinha [apelido que brinca com seu sobrenome]. Tive que entender por que era tão excitante não ter o poder de tocar, lavar, depilar a genitália. As pessoas com esse estilo de vida possuem um dono, que é o portador da chave. Elas precisam de autorização para tudo.

Swing desastroso

Outra história do livro é uma suruba da personagem com mais de 20 pessoas. Geisy também adora participar de swings, mas reconhece que nem sempre é confortável quando é reconhecida. Nessas horas, ela prefere ser anônima, mesmo.

"Já fui reconhecida e foi horrível. Fiquei muito brava, porque a pessoa começou a gritar meu nome e a correr atrás de mim no labirinto do swing. Foi um constrangimento terrível, todo o mundo soube da minha presença ali. Acabei não fazendo nada nesse dia porque fiquei constrangida."

Geralmente tento dar uma disfarçada e até já fui de peruca. Fico chateada quando me reconhecem, porque acaba com a minha graça.

Medo do cancelamento, Geisy?

Não são todas as histórias escritas por Geisy que têm um paralelo com a sua vida. Ela tenta se proteger, mas diz já estar acostumada ao cancelamento —desde antes de o termo virar moda no Twitter, com vítimas famosas.

Sou cancelada há mais de dez anos! Já estou vacinada contra o cancelamento. Acho que eu inventei o cancelamento.

"Recebo ofensas nas minhas redes, principalmente de mulheres, o que me deixa triste porque defendo liberdade de expressão. É impossível agradar a todos na internet, então, meu conteúdo é para quem gosta de mim. E para quem não gosta o meu conselho é: 'Vá se masturbar e pare de encher o meu saco'", afirma.

Para quem não se lembra, Geisy ficou famosa há mais de uma década por usar um vestido justo cor-de-rosa em sua antiga faculdade. Ela foi hostilizada pelos alunos, que gravaram vídeos dela e a ridiculizaram. Após o episódio, Geisy se reinventou profissionalmente e conseguiu se manter na mídia desde então.

O mundo não gira, capota!

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