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Heidi Klum nega ter viajado em avião de Jeffrey Epstein

04/08/2020 01h03

Nova York, 3 ago (EFE).- A ex-top model alemã Heidi Klum negou nesta segunda-feira que já tenha viajado em algum avião privado de Jeffrey Epstein, acusado de criar uma rede de tráfico sexual para abusar de menores de idade durante mais de uma década, contrariando documentos judiciais revelados na semana passada.

"Tenho lido as notícias e vi que me citaram equivocadamente como uma passageira em um dos voos de Epstein", disse Klum em comunicado enviado à revista People.

"Não conhecia Epstein, portanto, nunca estive em seus aviões, casas ou ilhas. Estou falando porque não quero ser falsamente associada a Epstein e à história horrorosa que o rodeia", afirmou a agora empresária e apresentadora de televisão.

Klum disse apoiar as vítimas que, "com valentia", falaram e ressaltou que deseja que a justiça seja feita.

Na sexta-feira passada, foram revelados documentos relacionados a um caso de difamação denunciado por Virginia Giuffre, uma das vítimas de Epstein, contra Ghislaine Maxwell, sócia do magnata e acusada de ajudá-lo em atividades criminosas.

Um desses documentos reproduz um depoimento concedido por Giuffre em 2015, no qual é questionada sobre as pessoas que viajavam nos aviões de Epstein, que supostamente utilizava as aeronaves para transportar menores à ilha privada nas Ilhas Virgens.

Além de mencionar Heidi Klum, Giuffre citou a também ex-top model Naomi Campbell, o ex-presidente americano Bill Blinton e o ex-candidato democrata à presidência Al Gore, segundo a emissora "WPEC".

Giuffre, cujo caso de difamação foi concluído após um acordo privado em 2017, alega que foi traficada quando por Epstein e Maxwell quando era adolescente e que foi forçada a ter relações sexuais com o príncipe Andrew, entre outros.

Em agosto de 2019, Epstein se suicidou na prisão de Nova York onde aguardava para ser julgado. Maxwell foi detida no dia 2 de julho, em New Hampshire, após permanecer em paradeiro desconhecido por cerca de um ano, e acusada de quatro crimes pela suposta participação no esquema de abusos sexuais e dois por falso testemunho.

Maxwell, que se declarou inocente em 14 de julho, está detida sem fiança, devido ao risco de fuga, em uma penitenciária no Brooklyn, em Nova York, até o começo do julgamento, previsto para 12 de julho de 2021.

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