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Max Fercondini fala sobre sua rotina morando em veleiro e planeja livro

Max Fercondini - Reprodução/Instagram
Max Fercondini Imagem: Reprodução/Instagram
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

18/05/2020 18h25

O ator, diretor e produtor Max Fercondini, de 34 anos, deu uma pausa nas aparições em novelas e séries para viver um sonho: levar uma vida tranquila a bordo de um veleiro.

O artista, que mora na embarcação atracada atualmente em Lisboa, falou sobre sua rotina navegando e também sobre seus planos para o futuro. "Moro há dois anos e meio a bordo do meu veleiro e essa é a experiência mais incrível que eu já tive. Não tenho planos de largar esse estilo de vida tão cedo", disse Max ao Gshow. "Sou um privilegiado e agradeço todos os dias pelas oportunidades que tenho. Acho que a gente atrai coisas positivas com atitudes e escolhas boas."

Esta não é a única aventura na vida de Max. Ele já cruzou o Brasil pilotando um avião, e percorreu a América do Sul em um motorhome. A notícia da pandemia do novo coronavírus pegou o artista quando ele se preparava para cruzar o Oceano Atlântico pela terceira vez.

"Já cruzei o Atlântico duas vezes, em um total de 40 dias no mar, nas duas travessias. Estar confinado durante tanto tempo, sem acesso à internet e sem contato com qualquer 'pedaço' de terra é uma prova de que os seres humanos são capazes de se adaptar à qualquer situação e lograr sucesso em isolamento. A solidão para mim não existe.", relatou.

Segundo ele, as lembranças de amigos e família o ajudam a atravessar esses momentos. "Só está solitário quem não tem na memória o carinho e calor de boas experiências vividas. O resto é saudade. E saudade dos amigos eu tenho. Eles me 'visitam' sempre na lembrança. A escolha de morar em um veleiro é, para mim, uma viagem de autoconhecimento e é necessário que seja feita distante de tudo para que você possa se aproximar do seu 'eu' interior.", ponderou.

Toda essa movimentação fez com que Max passasse a desenvolver outros talentos: além de organizar seus diários de bordo, ele também passou a fotografar, gravar e editar imagens para um possível documentário.

Planejando filme e livro

Segundo Max, esses projetos vieram de forma natural, mas também serviram para custear suas expedições pelo mundo. "Eu não teria dinheiro suficiente para sustentar uma equipe de produção em tempo integral comigo. Por isso resolvi aprender como fazer tudo. Acho que a narrativa fica ainda mais interessante, pois o público pode acompanhar o conteúdo em primeira pessoa, como se estivéssemos viajando juntos.", explicou.

Por causa da pandemia, por enquanto a ideia de Max para o documentário precisou ser pausada. Por conta disso, ele resolveu se concentrar na produção de seu próximo livro, onde deve contar histórias que viveu durante suas travessias marítimas.

"Pretendo lançar o livro no final deste ano ou no início do próximo. Ainda estou avaliando o que será melhor para fazer com todas as dificuldades que estamos passando, mas as pessoas podem acompanhar mais dessa minha rotina através das minhas redes sociais, pois tenho compartilhado alguns trechos do livro lá.", adiantou.

Longe das novelas, mas ainda produzindo

Max estreou na televisão com 14 anos de idade, e teve papéis importantes e marcantes durante os anos 2000, sempre na TV Globo: ele esteve em "Malhação" (temporada 2001-2002) e nas novelas "Ciranda de Pedra" e "Páginas da Vida", onde obteve reconhecimento do público. Longe da frente das câmeras, ele ainda mantém ligações com a emissora como produtor ou diretor.

Há poucas semanas, ele pilotou seu monomotor para gravar imagens aéreas que estarão na próxima novela das 18h, "Nos Tempos do Imperador", que teve sua estreia adiada por conta da pandemia. Além disso, também é lembrado por seu trabalho nos programas "Como Será?", onde atuou como repórter, e no "Globo Ecologia", onde foi apresentador.

"Tenho um público muito fiel aos meus trabalhos. Especialmente os que me acompanhavam na apresentação do Globo Ecologia e nas expedições que fiz pela América do Sul. Aqui em Portugal, às vezes eu ainda fico chocado por ser reconhecido na rua por portugueses e africanos que vivem em Lisboa. É impressionante ver o poder das novelas brasileiras em países lusófonos.", orgulhou-se.

Sobre voltar a atuar, Max disse que pensa no assunto, mas não é seu foco no momento. "Me sinto mais realizado produzindo e dirigindo os projetos das minhas expedições", finalizou.

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