PUBLICIDADE
Topo

J. Balvin lança disco em quarentena: 'Quero levar cores à escuridão'

J Balvin divulga o álbum "Colores" - Divulgação
J Balvin divulga o álbum "Colores" Imagem: Divulgação
do UOL

Leonardo Rodrigues e Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

26/03/2020 04h00

Em tempos de coronavírus e quarentena global, que vem travando lançamentos e eventos na maior parte do mundo, um artista colombiano quer aplacar o medo generalizado que se espalha pela sociedade com uma mensagem tão feliz e solar quanto o alto verão de Medellín, onde nasceu.

J. Balvin, astro do reggaeton, decidiu não só manter o cronograma de divulgação de seu novo álbum, "Colores", que saiu na última quinta, como faz questão de frisar que este é um ótimo momento para soltá-lo, quando milhões de jovens estão igualmente angustiados e entediados dentro de casa.

Que tal então rebolar —e ao mesmo tempo fazer pensar?

Com participações do produtor Sky Rompiendo, do nigeriano Mr Eazi e com artes e clipes criados em colaboração com o influente artista japonês Takashi Murakami, o álbum é um claro manifesto em prol da diversidade, em seus vários tons. As faixas foram batizadas a partir das cores do arco-íris.

Divulgação
Imagem: Divulgação

Em samples, letras e climas, Balvin ainda presta tributo a hits latinos atuais e do passado, como "Macarena" e "Guantanamera". Um "latin pride" comercial e bem-acabado, lançado em ano eleitoral norte-americano e que, na visão do cantor, jamais veria a luz do dia não fosse um intenso trabalho colaborativo, como é praxe no pop atual.

"Estamos trabalho duro para promover o disco. E posso dizer que hoje sou grato por ter uma casa para ficar", diz Balvin ao UOL, por telefone. Ele, que se diz saudável, terá de esperar pelo menos até o fim do ano para sair em turnê. Por enquanto, passa os dias confinado em casa na Colômbia, próximo da família e amigos.

5 perguntas para J Balvin (e um conselho)

J Balvin - A ideia de "Colores" foi criar uma manifesto em prol da diversidade?

UOL - "Colores" é um conceito que eu queria explorar sobre como viver bem. Sobre os encantos da positividade, sobre casamento, relacionamentos. Eu queria criar essa emoção em um disco diferente. É um disco que envolve o trabalho de muitas pessoas e, nele o ouvinte pode encontrar muitas músicas em muitas cores diferentes.

Divulgação
Imagem: Divulgação

Você vem lançando clipes há algumas semanas. Como é para um artista do seu tamanho promover um disco em tempos de coronavírus? Você ou a gravadora não pensaram em adiá-lo?

Foi uma decisão muito difícil. Tivemos que cancelar grande parte da divulgação. Mas digo que temos que fazer o que conseguimos fazer. Eu entendo o que está acontecendo como um ótimo momento para levar cor à tristeza. Fico feliz por ter conseguido lançar agora.

Você já lançou músicas com Anitta e é próximo dela. Chegou a mostrar o disco antes para ela antes do lançamento?

Sim. Fizemos algumas músicas. Mas agora eu queria surpreendê-la com os clipes novos. Depois nós mostramos o álbum inteiro para ela. E ela adorou e ajudou a promovê-lo.

Anitta para mim é como uma irmã brasileira. A amo muito e sou muito grato pelo que fizemos juntos.

Há quem duvide da continuidade do reggaeton como fenômeno de massa. Qual futuro você vê no estilo?

Acho que é um futuro brilhante. Ainda vai brilhar mais do que já brilhou. Sentimos que ainda está crescendo. Estamos fazendo algo de coração. Algo que realmente queremos. E por isso acho que vamos continuar fazendo isso por muito tempo.

É bom ou ruim lançar um disco sabendo que pessoas não podem sair de casa?

Mesmo sendo obrigadas a ficar em casa, acho que as pessoas vão gostar das novas músicas. Elas vão precisar de algo para ouvir nesse momento, algo para assistir.

Vamos soltar mais vídeos em breve, porque eu quero que as pessoas que me seguem, os jovens, continuem tendo algo para fazer, para se conectar.

Que conselho você daria para os seus fãs agora, além de ouvir seu disco?

Acho que o principal conselho é "fique em casa!". Se você tem uma casa para ficar, fique nela. Isso é o que vai ajudar agora. E que esse medo seja dissipado ao som de "Colores".

Entretenimento