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Fernando Japiassú reúne cena pernambucana em álbum que preparou em 5 anos

Fernando Japiassú lança "Confraria da Toca" - Aline Feitosa
Fernando Japiassú lança "Confraria da Toca" Imagem: Aline Feitosa
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

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Colunista do UOL

18/02/2020 21h14

O veterano Fernando Japiassú é figura conhecida em Pernambuco pelas composições gravadas por outros artistas e bandas. Nos últimos cinco anos, o paraibano radicado em Recife, se dedicou ao "Confraria da Toca", seu primeiro trabalho autoral, lançado recentemente com a participação de vários artistas da cena local.

Gravado no estúdio Toca do Japi, em Camaragibe, o projeto reúne interpretações de cantores como Almério, Isabela Moraes, Silvério Pessoa, Maciel Melo e Josildo Sá.

No álbum, Japiassú está acompanhado dos amigos-músicos Augusto Silva (bateria), Fernando Azula (baixo), Gilberto Bala (percussão), que conta ainda com os instrumentistas Lucas dos Prazeres, Reppolho, Maestro Spok, Pepê da Silva, Raminho da Zabumba, Danilo Mariano, Henrique Albino, Cláudia Beija, Nívea Amorim, Rodrigo Barros, Deco do Trombone.

"De repente, quando vi todo esse pessoal junto, percebi que na verdade a gente tinha conseguido fazer um registro da atual cena musical pernambucana, guardadas devidas proporções como aconteceu quando Carlos Fernando fazia o Asas da América, registrando muita gente que fazia música entre 1970 e 1980 aqui", reflete.

A ideia inicial de Fernando Japiassú, que abriu mão de colocar a própria voz nas faixas, era um songbook, mas com a ajuda do baterista Augusto Silva decidiu produzir cada música convidando um artista.

"Íamos escutando as músicas e imaginando quem poderia cantar ou tocar determinado instrumento. Era uma espécie de namoro. Enviávamos a música, definíamos o tom e, de acordo com as agendas, íamos marcando as gravações das vozes e instrumentos", conta.

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