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Como escolher a peça de cordeiro perfeita para preparar em casa

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Imagem: Getty Images
do UOL

Juliana Simon

Do UOL

21/11/2019 04h00

Ainda não tão popular como cortes bovinos e suínos no gosto dos brasileiros, a carne de cordeiro está conquistando cada vez mais espaço entre os apaixonados pela boa cozinha por seu sabor intenso e único.

Ao contrário do que muita gente pensa, não é difícil prepará-la em casa e boa parte do sucesso da receita está na primeira etapa: a da escolha da peça.

Guto Quirós, que ensina diferentes receitas à base de cordeiro nas redes sociais e comanda a empresa Quirós Gourmet, sugere quatro passos fundamentais para levar a melhor peça para casa, seja ela os famosos pernil e carré, e possibilidades menos conhecidas, como picanha e filet mignon.

Origem do produto

Não só no caso do cordeiro, como de qualquer outra carne, conhecer a procedência dos cortes que vai comprar é importante.

A empresa produtora deve fornecer informações de sua produção como qual a alimentação dos animais e com quantos meses são abatidos - o ideal, segundo Guto, é entre 100 e 120 dias e peso entre 38 e 42 quilos.

"Tudo isso interfere 100% na qualidade do produto, na textura, suculência, maciez e sabor", afirma.

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Coloração da peça

Atenção à cor da carne de cordeiro, que deve ser vermelho-rosada.

Esse dado é importante para avaliar se o corte é mesmo do animal, lembrando que o cordeiro é considerado ovino até 6 meses de idade, de 6 meses a 1 ano de idade é classificado como borrego, e após esse tempo é classificado como carneiro.

À medida que a idade aumenta, a carne vai escurecendo e modificam-se as propriedades.

Data de produção

Além da data de validade, priorize as produções mais recentes. Ainda que cortes de origem consagrada, como Uruguai, apresentem até dois anos de validade congelados, o ideal é procurar itens mais novos para o preparo.

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Embalagem/Armazenamento

Por ser um produto de baixo giro de vendas, é comum encontrar peças com mais de um ano na gôndola do mercado. Para conseguir selecionar os produtos mais novos, Guto pede atenção a dois pontos:

Se a peça tiver gelo excessivo no interior, isso quer dizer que ela sofreu algum tipo de variação de temperatura que pode enrijecer o corte e inclusive alterar o sabor.

Fique atento também às embalagens a vácuo. Se estiver rasgada, grandes chances de contaminação da peça.

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