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Rihanna revela porque recusou convite da NFL: "Não podia ser uma vendida"

09/10/2019 16h09

Nova York, 9 out (EFE).- A cantora Rihanna revelou o motivo pela recusa para se apresentar no show do intervalo do Super Bowl, a final da principal liga de futebol americano dos Estados Unidos (NFL), que chegou a ser acusada de atuar contra um jogador que realizava protestos anti-racismo dentro de campo.

"Não podia me atrever a fazer isso. Para quê? Quem ganha com isso? Não o meu povo. Simplesmente, não podia ser uma vendida. Há coisas com que não estou de acordo em nada com essa organização. Eu não iria aparecer e serví-los sde maneira alguma", disse a estrela, em trecho de entrevista à revista "Vogue".

Rihanna, capa de novembro da publicação, foi mais uma a se solidarizar com o quarterback Colin Kaepernick, ex-jogador do San Francisco 49ers, que passou a se ajoelhar durante as execuções do hino nacional americano, em protesto contra a injustiça racial e a brutalidade no país.

Os atos foram iniciados em 2016, pouco antes do jogador deixar a equipe. Depois disso, ele não conseguiu mais ser contratado e chegou a entrar com ação na justiça, acusando a NFL a fazer pressão nas franquias que disputam a liga, para que nenhuma o contratasse.

Rihanna chegou a ser convidada para cantar no intervalo da edição passada do Super Bowl, em que o New England Patriots bateu o Los Angeles Rams. A cantora, no entanto, se recusou a fazer o show, que acabou sendo de Maroon 5, Travis Scott e Big Boi.

A estrela e também empresária do ramo da moda ainda disparou contra o presidente dos EUA, Donald Trump, por causa da política discriminatória e usou a resposta do chefe de governo ao caso do homem branco que abriu fogo dentro de uma loja de conveniência, em El Paso, no Texas, que matou 22 pessoas.

"Coloca um homem árabe com essa mesma arma, no mesmo Walmart, e de nenhuma forma Trump ficaria sentado para dizer publicamente que é um problema de saúde mental. O ser humano mais mentalmente doente dos Estados Unidos, atualmente, parece ser o presidente", garantiu Rihanna. EFE

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