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Censura de mamilos femininos é debatida por movimento

Reprodução/MamiloLivre
30.set.2015 - O projeto "Mamilo Livre" é uma iniciativa da fotógrafa Julia Rodrigues e da psicóloga Letícia Bahia Imagem: Reprodução/MamiloLivre

do BOL, em São Paulo

2015-09-30T20:42:42

30/09/2015 20h42

Com uma reflexão profunda, o manifesto do "Movimento Mamilo Livre" quer fazer a sociedade pensar sobre a censura do mamilo feminino.

Lançado em São Paulo, o projeto consiste em provocar o público. "Muita gente acha essa discussão besta, mas penso que ela seja emblemática, porque a razão para que o seio feminino não possa estar à mostra é o olhar dos homens. Quer dizer, por causa do desejo masculino nós vamos retirar da mulher a liberdade de usufruir do seu corpo como bem entende? É preciso questionar isso", disse a psicóloga Letícia Bahia, em entrevista ao portal M de Mulher.

Quem entra na página do projeto se depara com uma mensagem reflexiva. "Mulheres e homens são iguais em direitos e obrigações. As liberdades que estão disponíveis para um grupo precisam estar disponíveis para todos". Ao navegar página, que está disponível em 14 idiomas, o internauta verá 12 imagens de peitorais nus (masculinos e femininos). A ideia do projeto é espalhar essas fotos por diversas cidades do Brasil.
 
Desde o início de setembro, é possível encontrar fotos do projeto em vias públicas de São Paulo, como no Largo da Batata, na rua Augusta, na avenida Vital Brasil e na praça 14 Bis.
 
"Qualquer banca de jornal tem mais nudez do que os painéis do #mamilolivre; corpos femininos enfeitam o palco dos programas de TV; mulheres com pouca roupa, ou mesmo nuas, são uma das principais atrações do Carnaval. Mas se uma mulher resolve bronzear o seio, ou mesmo amamentar em público, é um escândalo", enfatizou Bahia à reportagem do M de Mulher.
 

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