Copa do Mundo 2018

Inglaterra sonha e canta, mas "tortura" sem final vai completar 52 anos

 REUTERS/Kai Pfaffenbach
Jogadores ingleses lamentam a derrota para a Croácia na semifinal da Copa do Mundo Imagem: REUTERS/Kai Pfaffenbach

Danilo Lavieri, Luiza Oliveira e Rodrigo Mattos

Do UOL, em Moscou

11/07/2018 17h44

Não, o futebol não está indo para casa. Não adiantou cantar "It´s coming home", e montar um time jovem e surpreendente, e contar com técnico carismático como Southgate que uniu o país. Havia uma Croácia, seu craque Modric, um abnegado Perisic, um oportunista Mandzukic, no meio do caminho de casa. Em uma virada incrível na prorrogação, sua terceira disputada nesta Copa, o time do Leste Europeu chegou à final inédita para o país. E a Inglaterra acumula agora 52 anos de jejum de uma decisão de Copa, aumentando a "tortura" de que fala a música tema do time britânico. 

- Assista aos gols de Croácia 2 x 1 Inglaterra

Foi o fim de um sonho inesperado. Antes da Copa do Mundo, a Inglaterra, mesmo jovem e promissora, estava em um segundo escalão de favoritas, atrás de Brasil, Espanha, Alemanha e França. Respeitável na primeira fase, ela foi favorecida por um cruzamento mais fraco e avançou batendo Colômbia, aos soluços, e Suécia, com autoridade. Com a Croácia pela frente, parecia que finalmente a final da Copa viria após 52 anos desde seu título solitário, em casa, em 1966. 

A fama de seleção azarada, que sempre sofre nos pênaltis e não reage bem a adversidades, foi um dos motores do verão iluminado de Kane e companhia na Rússia. "Football it's coming home", uma música pop feita para a Eurocopa de 1996, disputada na Inglaterra, foi resgatada conforme a seleção de Southgate foi avançando. "30 anos de dor", diz a música, cheia de orgulho e auto ironia, bem ao estilo britânico, relembrando a fila daquele momento. 

A esperança era que a febre em torno dessa seleção mudasse esse cenário. A Inglaterra saiu na frente com um golaço de Trippier, de falta, aos 5 min de jogo. Foi a senha para a bandinha de fanfarra inglesa tocar a toda, enquanto as cervejas voavam pelas arquibancadas. O cenário parecia ainda mais aberto quando Harry Kane teve duas chances à frente do goleiro após passe de Lingard. Sim, Kane, o artilheiro da Copa. Mas ele parou no goleiro Subasic, que festejou como gol. Havia motivo para isso. Pelo primeiro tempo, a vantagem inglesa poderia ser maior. 

A volta do intervalo revelaria um outro jogo, bem menos promissor para os olhares ingleses. O talentoso meio-de-campo croata entrou na partida e passou a controlar a posse de bola. De Modric para Rakitic, e partir daí para as pontas com Rebic e Perisic.

De jovem time veloz no ataque, a Inglaterra teve de retomar suas raízes para se defender, mas ficou prensada na própria área enquanto a bola girava de um lado para o outro. Ao fim do tempo normal, eram 56% de posse para croatas, e 44% para os ingleses. Faltava achar o espaço na área, este não havia.

E o espaço veio quando Vrsaljo mandou um cruzamento despretensioso para a área e Perisic se antecipou com o pé lá no alto para superar a tentativa de cabeçada de Walker. Eram 23min e os ingleses estavam perdidos. A fanfarra inglesa, crista baixa, quase parou de tocar.

A tensão que tomou conta do estádio na prorrogação era palpável, as duas torcidas estavam mais silenciosas. Os croatas, no entanto, estão mais acostumados a lidar com esse tipo de pressão. São mais experientes e enfrentaram seu terceiro mata-mata nesta Copa.

O festejo inglês quando saiu com jogada ensaiada do cruzamento na área. Do trenzinho para esperar o cruzamento, sobrou Stones, que cabeceou para Vrsaljko tirar quase em cima da linha. Pouco depois, foi a vez de Pickford fazer uma defesa nos pés de Mandzukic para evitar o gol.

Cansados pelas seguidas prorrogações, os croatas ainda tinham forças para ganhar disputas e divididas. Foi assim que Perisic, de novo, levou a melhor pelo alto para desviar a bola para Mandzukic. Na frente do gol, o centroavante apenas desviou do bravo Pickford para explosão da torcida croata atrás do gol. Ainda houve tempo para os aplausos generalizados para Modric, aos gritos de Luka do lado croata.

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