Copa do Mundo 2018

Putin fala em "fortalecer a paz" na abertura; torcida aplaude a Fifa

Marcel Rizzo e Rodrigo Mattos

Do UOL, em Moscou (Rússia)

14/06/2018 12h06

O presidente da Rússia Vladimir Putin foi ao púlpito montado no estádio Luzhniki sob aplausos e, assim que começou a falar, a torcida que esperava o início da Copa do Mundo de 2018 fez silêncio quase absoluto. O governante falou sobre o “fortalecimento da paz e da compreensão entre os povos” e desejou “para todos os times muito sucesso e, para os torcedores, emoções inesquecíveis”.

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Mais importante do que isso foi o simbolismo do silêncio. Putin e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, foram aplaudidos antes, durante (nas pausas estratégicas em que isso era esperado) e depois de falarem. Um quadro bem diferente do de quatro anos atrás.

“Bem-vindos à Copa do Mundo. Prezados amigos, bem-vindo ao Mundial na Rússia. A partir de hoje, por um mês, o futebol vai conquistar a Rússia. E, com a Rússia, vai conquistar o mundo. Aproveitem. Obrigado presidente Putin, obrigado Moscou", disse o presidente da Fifa.

“Esse acontecimento é tão grande, estamos muito felizes. Para o nosso país, o futebol é muito importante. Nos preparamos para receber esse evento importante, e fizemos de tudo para que jogadores, torcedores, todo mundo fizesse festa no nosso país", acrescentou o presidente.

Mas o que a abertura da Copa do Brasil teve de diferente da da Rússia? Vaias. Em São Paulo, a então presidente Dilma Rousseff preferiu não discursar para evitar os ataques. Afinal, já estava escolada: no ano anterior, em 2013, na Copa das Confederações, tudo o que falava era abafado pelos gritos (contrários) da torcida.

Na ocasião, Joseph Blatter, que comandava a Fifa, deu até uma bronca na torcida brasileira e pediu "Fair Play". É bom lembrar: o Brasil vivia o auge de manifestações que atingiram o governo federal e minaram Dilma. Em 2014, o próprio Blatter optou por não falar. Mesmo sem discursos, Dilma foi hostilizada nos momentos em que apareceu no telão do estádio do Corinthians e a Fifa também sofreu com vaias e gritos ofensivos.

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