Copa do Mundo 2018

Em Moscou, segundo pior trânsito do mundo assusta até seleções da Copa

Andrey Smirnov/AFP
Trânsito nas ruas de Moscou: em 2017, cidade teve o segundo pior tráfego do mundo segundo estudo da empresa de análise INRIX Imagem: Andrey Smirnov/AFP

Marcel Rizzo

Colaboração para o UOL, em Moscou (Rússia)

14/06/2018 04h00

O tráfego de Moscou pesou (muito) na escolha das bases das seleções para a Copa do Mundo de 2018. Por toda a primeira fase, a Fifa obriga que os participantes permaneçam nos locais escolhidos para se hospedar e treinar. Brasil, Espanha e Inglaterra, por exemplo, escolheram cidades afastadas da capital. E mesmo aqueles que estão próximos optaram por hotéis e centros de treinamento na região de aeroportos, para não precisar entrar em Moscou.

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Todo esse cuidado vem de uma orientação de membros da Fifa às direções das seleções: mesmo com a facilidade de rodar pelas estradas e avenidas russas com batedores, a regra deveria ser evitar, ao máximo, qualquer necessidade de se mover por dentro de Moscou durante a Copa. Havia preocupação de que mesmo com auxílio de policiais ficasse difícil o acesso a centros de treinamentos e, principalmente, aeroportos devido ao trânsito, considerado um dos piores do mundo.

Segundo estudo da empresa de análise INRIX, que tem o trânsito como foco, Moscou é a segunda cidade com pior tráfego no mundo, atrás apenas de Los Angeles, nos EUA. Os moscovitas passaram 91 horas no trânsito em 2017. Em Los Angeles foram 102 horas.

Portugal optou por Kratovo, cidade a 40 km de Moscou mas que tem um aeroporto internacional, o Jukovsky, bem no seu quintal. Ele não está entre os três maiores de Moscou, mas pode ser ponto de partida portuguesa durante os deslocamentos porque os voos das seleções são fretados. Nesta sexta, Portugal estreia contra a Espanha, em Sochi, a 1.600 km de sua base.

Sergei Karpukhin/Reuters
Alemanha está baseada em Vatutinki, a 50 km de Moscou, mas a 20 km do aeroporto de Vnukovo Imagem: Sergei Karpukhin/Reuters
A Alemanha está em situação semelhante. Sua cidade-base, Vatutinki, está a 50 km de Moscou, mas a 20 km do aeroporto de Vnukovo. Os alemães só precisarão entrar em na capital russa para enfrentar o México, dia 17 de junho. Para os demais jogos, em Sochi e Kazan, o caminho é o aeroporto e estradas normalmente sem tráfego.

"Optamos por aquilo que avaliamos ser a melhor logística, com relação a tempo de deslocamento e conforto dos atletas", disse Oliver Bierhoff, ex-atacante que é diretor da seleção na Federação Alemã, após a confirmação do local da base.

Inicialmente, a Alemanha tinha como primeira opção Sochi, balneário ao sul, para escapar da "tumultuada" Moscou. Mas, no fim, a decisão de ficar na região metropolitana, mas fora da capital, foi aprovada porque, se chegar até a final, os atuais campeões farão três das sete partidas em Moscou.

A CBF escolheu a Sochi planejada inicialmente pelos alemães, mas não deu sorte no sorteio dos grupos. Não fará partidas nessa cidade na primeira fase. O Brasil terá mais de 7 mil km de deslocamentos para atuar em Rostov, São Petersburgo e Moscou.

A Inglaterra fugiu de Moscou com temor de problemas de deslocamento, mas também por uma questão de isolamento: ao escolher uma região rural de São Petersburgo, ao norte, fez planejamento contrário ao de 2014, quando ficou hospedada em Copacabana, no Rio, um dos locais com maior concentração de público durante o Mundial no Brasil.

Uma tranquilidade maior, segundo a imprensa inglesa, foi um pedido dos próprios jogadores, que avaliaram como um dos problemas da campanha fracassada na Copa-2014 (em que foi eliminada na primeira fase com um só ponto) as distrações da concentração.

A partir das oitavas, as seleções podem ficar, se quiserem, hospedadas e treinando perto do local onde jogarão.

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