Carnaval 2018

Carnaval 2018

Menos tapa-sexo e mais marquinha: os trajes das musas e rainhas do Rio

Marco Antônio Teixeira/UOL
Rainha Viviane Araújo brilhou à frente da bateria do Salgueiro com uma fantasia de rainha-faraó Imagem: Marco Antônio Teixeira/UOL

Liane Rosa

Colaboração para o UOL, no Rio

13/02/2018 15h28

Érika Bronze, a mentora do bronzeamento de fita, deve estar orgulhosa. Com os tapa-sexos em baixa, a "tendência" do Carnaval das musas e rainhas foi a marquinha de biquíni. Sabrina Sato, Raíssa Oliveira (Beija Flor), Evelyn Bastos (Mangueira), Fernanda Souza (União da Ilha), Viviane Araújo e sua arqui-rival Gracyanne Barbosa exibiram as suas.

Sempre à frente, Vivi veio com uma ousada marquinha desenhada, que aparecia por trás do comportado sutiã de paetês gigantes. A rainha do Salgueiro lidera a enquete do UOL de musa que mais brilhou na Sapucaí.

Bruna Prado/UOL
Gracyanne Barbosa é a rainha de bateria da União da Ilha e também apostou na marquinha Imagem: Bruna Prado/UOL
No quesito parte de baixo, o Sambódromo viu brilhar neste ano o triquíni, nomenclatura para a traseira com um triangulozinho finalizando o fio-dental. Sutilezas tão pequenas quanto os tapas-sexos, em desuso atualmente. Nove entre dez, investiram no triquíni: Viviane, Sabrina, Bianca Monteiro...

Na baixa do tapa-sexo, Juju Salimeni, Andrea Martins e Rosi Barreto foram as poucas adeptas.

“Não sei o tamanho do meu, acho ele até grande demais, mas é confortável, não machuca." E se ele cair? A modelo também tem a resposta. "Sou da opinião que só cai com quem quer que caia. A cola usada deixa impossível de cair", disse Juju, cujo traje incluiu apenas proteção para os mamilos, popularizados dentro e fora do Sambódromo. Cleo Pires que o diga.

Reprodução/Instagram
Juju Salimeni desfilou de tapa-sexo: "Não sei o tamanho do meu" Imagem: Reprodução/Instagram
Andrea Martins, que tinha como objetivo usar o "menor tapa-sexo" da avenida, diz ter certeza que a micropeça não cai: “Não tem perigo. Fica sempre no lugar. Neste ano, escolhi um de látex, menor, de 2,5cm. Permite uma aderência maior ao corpo”. Para cobrir o resto, ela usa pintura. “Sou musa das pinturas. Tenho confiança no meu corpo então por que não fazer?”

Outra pelada da vez foi Rose Barreto. Destaque da Ilha do Governador e integrante da escola há dois anos, a carnavalesca que há 17 desfila na avenida informa que se sente muito bem com a pouca roupa: “O tapa-sexo é a melhor coisa, em nada incomoda. Garanto que é muito confortável". Para exibir o corpo e não fazer feio no dia, ela garante que se dedica à malhação. “Para manter este corpo, muito treinamento sério.”

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Unidos da Tijuca quer voltar a ser campeã com Comissão reforçada

Uma das escolas que mais evoluíram nos últimos 20 anos no Carnaval carioca, a Unidos da Tijuca demonstra estar de volta à briga do título. Após o acidente no desfile de 2017 e de um Carnaval de entressafra em 2018, a azul e amarela trouxe como reforços para o seu barracão o diretor de Carnaval Laíla e o carnavalesco Fran Sergio. Eles se juntaram à Comissão de Carnaval formada por Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo, que já vinha trabalhando na agremiação desde os tempos em que o desfile era comandado por Paulo Barros.  Com a nova composição, a Comissão ganha a junção de duas filosofias que renderam campeonatos: a modernidade e leveza da Tijuca e o luxo e densidade dos desfiles da Beija-Flor. A mistura, à primeira vista inusitada, de acordo com os carnavalescos, dará certo na Sapucaí. A Tijuca, que encerrará o desfile de domingo, trará o enredo "Cada macaco no seu galho. 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Tanto para nós quanto para eles é um estilo diferente de enredo. E tudo se encaixou perfeitamente.  Fran Sergio: Todos tínhamos a vontade de fazer um enredo com essa pegada. Vai se criar uma nova forma de desfile. O samba já mostra isso. É uma outra Tijuca que irá para a avenida.  Teremos alegorias humanas? Annik: Sim! Fran Sergio: Teremos a alegria e a leveza da Tijuca, mas a pompa e o luxo dos bons tempos da Beija-Flor.  Marcus: Você vai falar que não é Beija-Flor, nem Tijuca. É uma nova forma de Carnaval. Hélcio: Queríamos fazer um enredo mais humanitário e ter um grande samba. Era uma deficiência da escola. Apesar de cantarmos muito, batíamos na trave. O trabalho do Laíla aprimorou muito a qualidade dos sambas e fomos muito felizes porque tivemos uma final com quatro grandes obras. Estamos apostando no trabalho de barracão e no samba, que já foi abraçado pela comunidade. Fran Sergio: O Laíla é um grande mestre e está com sangue nos olhos, com vontade de ser campeão. 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