Carnaval 2018

Carnaval 2018

Amor que dura além da Quarta-feira de Cinzas

Getty Images
Carnaval também pode ser palco de lindas histórias de amor Imagem: Getty Images

Juliana Diógenes e Roberta Pennafort

Estadão Conteúdo

13/02/2018 10h54

Já diziam o Pierrô e a Colombina da Noite dos Mascarados de Chico Buarque que, no amor de carnaval, "amanhã tudo volta ao normal", então "deixa a festa acabar, deixa o barco correr". Para a sorte dos pequenos Théo e Martin, há amores de carnaval que resistem à Quarta de Cinzas.

Théo, de 1 ano, é filho do empresário Giovani Carneiro, de 39 anos, que não tem vergonha de dizer que encontrou a mulher da sua vida em um carnaval. E logo no primeiro dia. O ano era 2002, em Senador Firmino, município de 7 mil habitantes no interior mineiro, onde os dois nasceram. Ele estava solteiro e queria "bagunçar" com os amigos, mas no sábado, primeiro dia da folia, esbarrou com uma paixão platônica da adolescência: Flávia Guimarães de Oliveira, hoje servidora pública, de 35 anos.

"Quando a vi, pensei: 'Ela é muito bonita'. Depois planejei: 'Vou tentar conversar com ela, mas não vou conseguir beijá-la'. E quase hesitei: 'Será que vou levar um 'fora'?'. Acabamos conversando e rolou. Nos apaixonamos e vivemos uma relação maravilhosa há 15 anos. Porque a mulher da minha vida é a Flavinha", afirma Carneiro.

Desde aquele reencontro em 2002, eles curtiram juntos todos os carnavais. Este será o primeiro ano em que estarão longe: Carneiro ficará em São Paulo trabalhando, Flávia e Théo vão para Senador Firmino.

À primeira vista

Já Martin é fruto de um amor que brotou nos bloquinhos cariocas. Antes de se tornar sua mãe, Juliana Arruda, paulistana morando no Rio, não via nenhuma graça em bloco de carnaval. Achava tudo muito cheio, quente e confuso e preferia passar o feriado em um retiro espiritual. Até que em 2014 resolveu ir para a rua e se tornou mais uma apaixonada pela folia. No ano seguinte, a festa ganharia outro sentido.

"A gente se conheceu na quinta-feira pré-carnaval: se olhou, se beijou e passou o carnaval inteiro junto. Minhas amigas diziam: 'Você está louca? Casar no carnaval? Vai beijar outros!", lembra a produtora de audiovisual, hoje mãe do pequeno Martin, com 1 ano e 7 meses, o mais novo companheiro de blocos.

Assim como o marido, Luiz Octávio Guimarães, de 32 anos, ela não procurava nada além de diversão com as amigas naqueles dias. "Estava no auge da minha solteirice, ele também. Foi o destino, tinha de ser. Se não fosse no carnaval, seria em outro momento. É um cara muito maravilhoso, muito engraçado e de boa na vida", diz ela.

O cenário do encontro do casal foi o bloco Minha Luz é de Led, uma das novidades dos últimos anos nas ruas cariocas. Os dois se aproximaram porque tinham amigos em comum. Juliana havia sido vítima de furto em um outro bloco e havia ficado sem celular, o que impedia a comunicação com Luiz Octávio. Por acaso, voltaram a se encontrar nos dias seguintes em outros blocos, sempre no meio da multidão. "A gente não marcava, se encontrava meio por acaso, depois dispersava, se encontrava de novo... O primeiro beijo, no fim do bloco, foi aquele longo, que os amigos começam a sair de perto."

Os beijos não cessaram passado fevereiro. Em outubro, veio a notícia da gravidez; em novembro, já estavam casados. Em 2016, a folia foi com Martin na barriga; em 2017, com o menino no colo. Este ano, com Luiz Octávio trabalhando na folia, vendendo cerveja artesanal, mãe e filho brincam colados.

Encontro

Nos bailes de carnaval de São Paulo, foi uma dança que aproximou o casal Airton Gontow, jornalista de 56 anos, e Maria da Conceição Pereira, de 54. Gontow não falha na data exata: era 5 de fevereiro de 2008. Recém-separado, ele era o organizador de um baile em Pinheiros, na zona oeste. Estava sentado enquanto todos dançavam.

"Uma hora o proprietário da casa, Telmo Carvalho, apareceu e perguntou-me por que eu não estava dançando. Estou trabalhando", falei. "Ele disse que deveria deixar de ser tolo: 'Você está separado. O baile é um sucesso. Se ficar aqui sentado. não aceito fazer o evento novamente no ano que vem'", ameaçou, brincando. Fui ao salão e logo vi uma mulher linda, ao lado de uma outra moça, no meio do salão", recorda ele.

Gontow a convidou para tomar um café. "Ela já estava saindo do clube. Saí correndo", diz. "Começamos a conversar e amanheceu. Eu a levei no carro dela e dei um beijo de tchau. Nunca tinha dado beijo de primeiro encontro. Mas sentimos naquela hora que aquele encontro era para sempre."

Gontow e Maria estão juntos há dez anos. Daquele encontro, desenvolveu-se a paixão e a parceria. Eles mantêm o site de paquera Coroa Metade, que já soma 54 casamentos e 330 mil usuários. "Vivenciei a experiência e sei como é difícil conhecer uma pessoa nova depois que você se separa. E percebi também que conheci a Maria porque foi em um baile à moda antiga. Foi um lugar com pessoas de gostos parecidos", diz.

Após se separar, aos 43 anos, o jornalista costumava dizer que nunca casaria novamente. Mas quando conheceu Maria voltou a acreditar que é possível se apaixonar outra vez. "Tem aquela frase 'o amor de carnaval dura menos que a folia'. Pode até ser verdade. Porque desde aquele baile de carnaval com a Maria meu coração permanece em estado de folia." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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